27 de Maio de 2012
Ministro só autorizou análise das contas das empresas envolvidas no mensalão do DEM
O ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Fernando Gonçalves, determinou nesta sexta-feira (17) que as empresas citadas no inquérito que tenham firmado contratos e recebido dinheiro do GDF encaminhem, em 10 dias, informações contábeis dos três anos de governo Arruda, 2007, 2008 e 2009, com todas as informações de receitas e despesas das firmas. O ministro, no entanto, ainda não analisou a quebra de sigilo bancário do governador José Roberto Arruda e de autoridades envolvidas com o escândalo de corrupção do GDF (Governo do Distrito Federal) pedido na quinta-feira (17) pelo Ministério Público.
Pela determinação do ministro, a Polícia Federal não terá acesso direto aos dados da empresa. Caberá ao secretário de Fazenda do GDF, Valdivino Oliveira, encaminhar as informações sobre as empresas envolvidas no escândalo.
Gonçalves também autorizou buscas para que agentes da PF encontrem parte dos R$ 400 mil em notas marcadas que os investigadores plantaram com a ajuda do ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa, que atuou como delator da quadrilha. O ministro aceitou que a polícia faça novas buscas, mas manteve o segredo de justiça das informações.
- Como se trata de diligência meramente complementar, nada impede o seu deferimento, mantendo o segredo de justiça sobre as informações que destes atos resultarem.
A decisão de Gonçalves atendeu apenas em parte o pedido do Ministério Público Federal, que queria ter acesso a dados bancários e fiscais do governador e de secretários, além de deputados distritais envolvidos. O Ministério Público também pediu amplas informações sobre as movimentações das empresas que, supostamente, financiariam o mensalão do DEM no DF.
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