27 de Maio de 2012
Total proveniente de "fontes vedadas" na campanha do prefeito é de mais de R$ 10 milhões
Gilberto Kassab (DEM) usou pouco mais de R$ 10 milhões ilegais na campanha de 2008, quando foi eleito prefeito de São Paulo. O dinheiro equivale a 33,87% de todo o dinheiro arrecadado pelo candidato, segundo relatório da Justiça Eleitoral de São Paulo de outubro de 2009.
No total, o Comitê Financeiro Único do DEM – responsável pela campanha do prefeito - arrecadou R$ 29.788.531,56. A maior parte das doações não foi feita para o candidato, mas para o diretório nacional do partido. No entanto, 93,65% (R$ 27.896.586,85) do dinheiro usado na campanha de Kassab teve como origem o diretório do partido.Entre as chamadas “fontes vedadas”, que não poderiam fazer doações ao candidato, estão a AIB (Associação Imobiliária Brasileira), a empresa Serveng Civilsan, as construtoras Camargo Corrêa, OAS, CR Almeida, e o banco Itaú S.A. As empresas SA Paulista, Carioca Christiani Nielsen e Engeform doaram dinheiro ao Diretório Nacional do DEM e também são “vedadas” pela Lei Eleitoral.
De acordo com a Lei Eleitoral, entidades de classe e empresas que têm contratos com o poder público não podem fazer doações.
O R7 procurou todas as empresas para comentar a acusação. A Camargo Corrêa afirmou que “não é concessionária de serviços públicos em São Paulo”. A CR Almeida disse que “não se enquadra entre as fontes vedadas” e que “demonstrou e comprovou que as doações realizadas são perfeitamente legais. A Serveng informou que “suas contribuições para campanhas eleitorais cumprem todas as regras do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A Carioca Christiani Nielsen disse que todas suas doações “foram realizadas dentro dos marcos legais da legislação eleitoral vigente”.
O Banco Itaú, a OAS e a AS Paulista não responderam até a publicação desta reportagem.
A reportagem não localizou nenhum representante da AIB e da Engeform para comentar.
Saiba quanto cada um doou para a campanha de Kassab
AIB - R$ 2,7 milhões (R$ 2,4 milhões para o diretório nacional do DEM e R$ 300 mil para o comitê financeiro único do DEM)
OAS - R$ 800 mil (para o comitê financeiro único do DEM)
CR Almeida - R$ 1 milhão (para o comitê financeiro único do DEM)
Serveng Civilsan - R$ 1,2 milhão (para o comitê financeiro único do DEM)
Camargo Corrêa - R$ 3 milhões (para o comitê financeiro único do DEM)
Itaú - R$ 550 mil (para o comitê financeiro único do DEM)
SA Paulista - R$ 500 mil (para o diretório nacional do DEM)
Carioca Christiani Nielsen - R$ 100 mil (para o diretório nacional do DEM)
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