27 de Maio de 2012
Presidente destacou, porém, que não há provas contra o secretário e pediu apuração
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quarta-feira (12) o afastamento de Romeu Tuma Júnior da Secretaria Nacional de Justiça, para que seja apurado o envolvimento do secretário com um suposto chefe da máfia chinesa em São Paulo. Na última terça (11), Tuma Júnior anunciou que ficará 30 dias em férias para se dedicar a sua defesa na Comissão de Ética da Presidência.
- Eu prefiro que haja o afastamento dele e uma apuração correta.
A declaração de Lula ocorreu em entrevista ao Jornal do SBT, quando o presidente foi questionado sobre o caso. Ele destacou, porém, que “não há provas” contra o secretário, e ressaltou que confia na análise do ministro da Justiça, Luiz Barreto, em aceitar as férias de Tuma Júnior.
O secretário nega qualquer envolvimento com a máfia chinesa, e disse nesta terça que “acabou a amizade” com Paulo Li, apontado como chefe da organização criminosa.
O suposto envolvimento do secretário com a máfia veio à tona na semana passada, após uma matéria do jornal Estado de S.Paulo revelar trechos de conversas entre Tuma Júnior e Paulo Li. Segundo a reportagem, a PF apurava inclusive uma suposta encomenda de produtos feita por Tuma Junior. De acordo com a investigação, o secretário teria encomendado celulares e um videogame para Paulo Li.
Além da Comissão de Ética, o caso deve ser apurado ainda pela CGU (Controladoria-Geral da União) e pela corregedoria da Polícia Federal.
No último sábado (8), o presidente Lula chegou a afirmar que caso fossem comprovadas as supostas infrações cometidas por Tuma Júnior, ele teria de pagar “como qualquer brasileiro".
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