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publicado em 01/01/2010 às 06h02:

Lula, o filho do Brasil estreia sob críticas e aplausos

Filme que conta a história da vida do presidente chega às telonas do país nesta sexta

Andréia Sadi, do R7

As grandes produções do cinema costumam fazer barulho mesmo antes de chegar às telonas, mas "nunca na história deste país" [para usar um bordão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva] ouviu-se falar tanto - para o bem e mal - sobre um filme nacional que ainda nem entrou em cartaz. Lula, o Filho do Brasil, que estreia nesta sexta-feira (1º) em todo o país, teve uma agenda cheia de pré-estreias e foi recebido com aplausos e muitas críticas.

Baseado no livro homônimo de Denise Paraná, o filme do diretor Fábio Barreto conta a história de vida do ex-metalúrgico antes da sua chegada à Presidência - desde o seu nascimento, em 1945, até 1980, quando virou líder sindical no ABC Paulista. Barreto, por conta de um acidente de carro, não vai poder acompanhar a estreia de seu filme. Ele está internado desde o último dia 19 em estado grave com traumatismo craniano.

A produção dividiu opiniões, críticas e elogios e foi rodeada de polêmicas da sua distribuição e patrocínio até as pré-estreias de 2009. Em Brasília, o R7 acompanhou o filme na abertura do 42º Festival de Cinema, no dia 17 de novembro, que contou com a presença da primeira-dama Marisa Letícia e de uma tropa de ministros - mas sem o presidente, que quis assistir ao filme no seu berço político, no ABC paulista.

Em São Paulo, o R7 acompanhou a primeira vez em público em que o presidente assistiu à sua cinebiografia ao lado da família e da cúpula do PT. Entre os políticos convidados, estavam os acusados do mensalão, o ex-ministro José Dirceu e o deputado José Genoino. Emocionado, o presidente não falou com a imprensa após a exibição do filme em 28 de novembro.

A produtora e o diretor da película [Paula Barreto e Fábio, respectivamente] subiram ao palco para deixar claro que o longa não recebeu incentivo e recursos públicos. Os irmãos agradeceram aos patrocinadores, todos de empresas privadas.

Mais de 12 milhões de pessoas puderam comprar até o final de dezembro dois ingressos antecipados a R$ 5. A promoção foi uma parceria da Força Sindical e da CUT (Central Única dos Trabalhadores) com os responsáveis pelo filme. Um ingresso para assistir qualquer filme nas principais redes de cinema de São Paulo custa cerca de R$ 18.

A partir de 15 de janeiro, os sindicalizados ainda vão ter desconto, mas poderão comprar apenas um ingresso e pela metade do preço - é só apresentar a carteirinha do sindicato e documento com foto em qualquer cinema que participe da promoção.

Por conta de ideias como essa, o filme foi encarado pela oposição como eleitoreiro já que algumas lideranças enxergaram na produção uma chance da pré-candidata à Presidência, Dilma Rousseff, pegar carona na popularidade do presidente. Em resposta, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, rebateu as críticas e sugeriu, em tom de ironia, um filme sobre a ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

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