27 de Maio de 2012
A autorização para que se contrate cargos comissionados também foi criticada

A oposição acusou nesta quarta-feira (27) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de manipular o Orçamento de 2010 com fins eleitorais. Parlamentares do DEM e do PSDB afirmaram que a exclusão de investimentos da Petrobras da lista negra de obras irregulares do TCU (Tribunal de Contas da União), proibidas de receber dinheiro, busca favorecer a candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. A oposição criticou ainda a autorização para a contratação de cargos comissionados.
Para o deputado Gustavo Fruet (PDSB-PR), a decisão de Lula é uma espécie de aval para que os demais candidatos e seus patronos sigam o seu exemplo.
- Será uma campanha próxima do vale-tudo.
O DEM divulgou nota apontando o que considera "mais um grave crime praticado pelo governo federal com o dinheiro público". O partido anunciou que adotará medidas cabíveis para anular os efeitos dos vetos de Lula à Lei Orçamentária, aprovada pelo Congresso.
Para o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), o que está em jogo "é a tentativa desesperada e alucinante de eleger a ministra", a ponto de o presidente desautorizar a CGU (Controladoria-Geral da União), que se opõe à liberação de recursos para obras irregulares, e o TCU, que já se manifestou contrário às obras e à criação de mais cargos de confiança.
- O presidente prefere obras concluídas a preços exorbitantes, superfaturados e nitidamente viciados do que cumprir determinações pela moralidade pública.
Para o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), cabe à ministra Dilma, que segundo ele "é sempre tão corajosa", dizer se considera ou não autoritária a iniciativa do presidente da República de romper o acordo feito com a oposição para votar o Orçamento, derrubando pontos essenciais para sua aprovação no Congresso.
- Fala, ministra, é essa a democracia do presidente Lula? Como é que fica o Congresso com essa desautorização?
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