O medo de atos terroristas não pode gerar medidas contra os direitos humanos no mundo, alertou neste sábado (15) o ministro Orlando Afonso, do Tribunal de Justiça de Portugal, que participou do terceiro e último dia da 5ª edição do Fórum Internacional de Justiça, em São Paulo.
Para Afonso, a insegurança gerada após os atos terroristas de 11 de Setembro, nos Estados Unidos em 2001, deu origem a uma série de medidas pelo mundo, fazendo com que os juízes assumissem a responsabilidade de fiscalizar para que injustiças não aconteçam.
- O aumento das medidas administrativas antiterrorismo fez com que muitos juízes [na Europa] alertassem as autoridades para que não fossem ultrapassados os limites.
Embora o terrorismo não seja uma preocupação prioritária no Brasil, o tema foi incluído ao debate para incentivar a troca de experiências entre profissionais de Justiça de diversas áreas. O ministro português falou ainda sobre o crime organizado, citando exemplos sobre o que é feito em Portugal para combater organizações criminosas.
Além de Afonso, outros três juristas portugueses – o juiz Raul Cordeiro, o desembargador Cid Geraldo e o desembargador Ricardo Cardoso – falaram neste sábado sobre temas como a pedofilia, o crime organizado e a lavagem de dinheiro, apresentando exemplos da realidade portuguesa.
O 5° Fórum Internacional de Justiça reuniu profissionais de Justiça de diversos países para discutir as estratégias de combate a crimes como pedofilia, corrupção e lavagem de dinheiro, além do tráfico internacional de crianças e terrorismo. O evento é promovido pela APM (Associação Paulista de Magistrados) e pelo Jornal da Justiça, o Fórum Internacional de Justiça conta com o patrocínio da Rede Record, da Odebrecht e da Fiesp. Mais informações podem ser lidas no
site do evento.