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27 de Maio de 2012

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Eleições municipais de 2012
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publicado em 01/02/2012 às 18h36:

Mais de 30 deputados pretendem
disputar eleições para prefeito

Parlamentares buscam maior visibilidade proporcionada pelo cargo nas cidades

Da Agência Câmara

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Lideranças de nove partidos com presença na Câmara confirmam que, até agora, pelo menos 37 deputados já manifestaram a intenção de concorrer ao cargo de prefeito nas eleições deste ano, que acontecem em outubro.

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O número deve aumentar, pois alguns dos maiores partidos da Casa - como PT, PMDB e PSD - ainda não divulgaram o levantamento dos parlamentares que são pré-candidatos. Ao todo, a Cãmara abriga 513 políticos.

Os partidos que já informaram sobre os deputados com pretensões eleitorais são DEM, PPS, PSDB, PSOL, PCdoB, PSC, PSB, PRB e PDT.

O fato de serem pré-candidatos ainda não garante aos políticos a participação efetiva no pleito. Para que isso ocorra, é necessário que os partidos e coligações ratifiquem sua indicação durante as convenções, que precisam ser realizadas durante o mês de junho. Depois disso, os candidatos terão de ser registrados na Justiça Eleitoral.

Este é o caso do tucano Ricardo Tripoli, que pretende disputar a Prefeitura de São Paulo e deve enfrentar três colegas do PSDB em primárias marcadas para março. São eles os secretários estaduais de São Paulo Andrea Matarazzo (Cultura), Bruno Covas (Meio Ambiente) e José Aníbal (Energia).


Em Salvador, a briga pela prefeitura pode colocar, em lados opostos, vários deputados: Nelson Pellegrino (PT), Antonio Imbassahy (PSDB), Alice Portugal (PCdoB), ACM Neto (DEM), Marcos Medrado (PDT) e Márcio Marinho (PRB).

De acordo com o cientista político Lúcio Rennó, pesquisador da UnB (Universidade de Brasília), entre 15% e 20% dos parlamentares federais concorrem a prefeito no Brasil.

Ele explica que isso ocorre por dois fatores. Primeiro, porque o parlamentar que disputa a prefeitura não corre o risco de perder o mandato de congressista caso não seja eleito - se ele vencer a eleição, deixa a cadeira para o suplente.

Além disso, diz o especialista, a preponderância do Poder Executivo na elaboração das políticas públicas dá mais visibilidade ao parlamentar que se torna prefeito de uma cidade com grande orçamento.

Restrições

Para evitar abusos, a Câmara impõe restrições a todos os deputados no uso da Cota para Exercício da Atividade Parlamentar em anos eleitorais.

Para 2012, a partir de 10 de abril, 180 dias antes do pleito, fica proibido o uso dessa verba para qualquer ação de divulgação da atividade parlamentar. A intenção é evitar o uso da máquina administrativa para fins eleitorais.

Rennó avalia, no entanto, que essa medida não é suficiente. Em sua opinião, o ideal seria uma reforma eleitoral que obrigasse o deputado a renunciar ao cargo para concorrer às eleições.

- Antes de abril, as vantagens dos candidatos deputados são claras e relevantes. Para eles, o pontapé inicial da campanha ocorre antes e com mais ímpeto do que para os demais competidores.


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