27 de Maio de 2012
Em sabatina realizada pelo R7, candidata disse que PT e PSDB ficaram reféns de aliados
Veja a íntegra da sabatina com Marina
- Queremos contar com os melhores do PT, do PSDB, e com isso a gente pode chamar também os melhores do PMDB e os partidos com tradição democrática de esquerda.
Marina falou da importância de construir alianças após ser perguntada sobre como faria para governar sem o respaldo de outras legendas. Para as eleições de outubro, o PV não fechou coligação com nenhuma outra força.
Em sua opinião, é importante procurar aliados para não cair na mesma situação vivida pelo PT, que segundo ela se tornou vítima de seu principal aliado, o PMDB, e pelo PSDB, que também se viu prejudicado por sua parceria com o DEM.
Apesar das críticas ao PMDB, ela ressaltou que não se pode “generalizar”, atribuindo a fama de “fisiológico” a todo o partido.
A senadora citou exemplos do que considera ser o “lado bom” da legenda, que não se preocupa apenas com cargos e poder, entre eles o senador Pedro Simon (RS).
- Existe uma parte do PMDB que são pessoas que votam por ideias. O perfil ético dele [Simon] é uma referência.
Questionada sobre uma possível participação em eventuais governos de seus adversários Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), Marina disse que não é hora de falar sobre isso. Ela também evitou dizer quem poderia apoiar no segundo turno. Otimista, afirmou que “caberá ao eleitor decidir quem disputará com ela”.
Mensalão
Marina, que deixou o PT em 2009 após 30 anos de militância, também foi perguntada sobre por que não rompeu com a sigla quatro anos antes, quando eclodiu o escândalo do mensalão. Ao responder, ela saiu em defesa dos ex-colegas, dizendo que nem todo integrante do partido pode ser taxado de corrupto.
- É uma minoria dentro do PT, pessoas que devem ser investigadas e punidas pela Justiça.
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