27 de Maio de 2012
Ministro anunciou ao PP, seu partido, que entregará carta de demissão à presidente
Após voltar de sua primeira viagem internacional, a presidente Dilma Rousseff deve receber, nesta quinta-feira (2), a carta de demissão do ministro das Cidades, Mário Negromonte, sétimo integrante de sua equipe a deixar o cargo após ser alvejado por denúncias de corrupção.
Entre as denúncias, Negromonte é acusado de oferecer R$ 30.000 a deputados de seu partido em troca de apoio dentro do PP. Outra reportagem revelou que a principal patrocinadora da campanha de Negromonte para a Câmara dos Deputados teria sido beneficiada em um contrato com a Petrobras considerado irregular pelo TCU (Tribunal de Contas da União). Uma outra denúncia envolve o nome do ministro em fraude num contrato de uma obra da Copa de 2014.
Ele nega todas as acusações, mas não conseguiu se manter no cargo. O anúncio da demissão foi feito pelo próprio Negromonte, nesta quarta (1º). Enquanto Dilma fazia sua primeira visita oficial ao Haiti (antes, havia passado por Cuba), o ministro anunciava aos colegas do PP, seu partido, que pretendia entregar a cadeira.
Hoje, Negromonte se reúne com a bancada do PP no início da manhã. Em seguida, encontra-se com a presidente, quando pretende apresentar a carta de demissão.
A expectativa para a queda do ministro cresceu na semana passada, quando o chefe de gabinete da pasta, Cássio Peixoto, foi exonerado. No entanto, as viagens da presidente - que no fim de semana foi à Bahia e depois a Cuba e ao Haiti - adiaram o desfecho do caso.
Em Camaçari (BA), na segunda (30), Dilma chegou a elogiar Negromonte, citando-o em seu discurso, mas em conversa privada com o ministro avisou que o pedido de afastamento deveria partir dele.
Ontem, Negromonte tomou a atitude indicada pela presidente. Em conversa com parlamentares de seu partido, anunciou ter redigido a carta de demissão. De acordo com o deputado federal Vilson Covatti (PP-RS), o ministro vinha sendo vítima de fogo amigo no PP.
- No final do ano fizemos o acordo de fortalecimento ao líder e a ele, com 38 assinaturas. O fogo amigo continuou, daquela meia dúzia de caras que são contra o governo, contra o próprio ministro. Na verdade, são dois ou três que nunca aceitaram que participássemos do governo, fazendo um desserviço. Isso vai sangrando, vai criando um desconforto.
Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7