11 de Fevereiro de 2012
Políticos foram presos por participarem de fraudes em licitações e por corrupção
O MPE (Ministério Público Estadual) pediu o afastamento provisório do prefeito de Dourados, Ari Artuzi (PDT) e nove vereadores presos dentro da Operação Uragano, deflagrada pela Polícia Federal (PF) no último dia 1º, para desmantelar uma organização criminosa por fraudes em licitações e corrupção.
A primeira-dama, o vice-prefeito Carlinhos Cantor e procurador-geral do município, Alziro Moreno também estão na lista do MPE.
No caso de Ari Artuzi, o MPE pediu o afastamento devido aos crimes de improbidade administrativa. De acordo com o promotor Paulo Cézar Zeni, foi pedido o afastamento dos vereadores: Sidlei Alves (DEM), presidente da Câmara, Aurélio Bonatto (PDT), Edvaldo Moreira (PDT), Humberto Teixeira Júnior (PDT), José Carlos Cimatti (PSB), Zezinho da Farmácia (PSDB), Júlio Artuzi (PRB), Marcelo Barros (DEM) e Paulo Henrique Bambu (DEM).
Também constam na lista: Tatiane Moreno (secretária de Administração), Ignez Boschetti Medeiros (secretária de Finanças), Cláudio Marcel Hall, Marcelão (vereador licenciado e secretário de Serviços Urbanos), Dílson Cândido de Sá (secretário de Planejamento e Obras).
Operação Uragano
A Polícia Federal (PF) cumpriu 29 mandados de prisão e 38 conduções coercitivas na manhã da última terça-feira, contra empresários, servidores públicos, vereadores, secretários da prefeitura, diretores de hospitais que têm contrato com a prefeitura para o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Entre os presos estavam o prefeito de Dourados, Ari Valdeci Artuzi, a primeira-dama Maria Artuzi, vice-prefeito Carlinhos Cantor e o presidente da Câmara de Vereadores, Sidlei Alves. A PF encontrou R$ 100 mil em espécie na casa do prefeito de Dourados.
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