27 de Maio de 2012
Se perder a ação, jornal terá de pagar indenização por danos morais
O Ministério Público de São Paulo processou o jornal Folha de S.Paulo pela reportagem “Faturamento com sensualidade”. A matéria é acusada de “estimular a prostituição virtual e o desenvolvimento precoce da sexualidade”, nas palavras do próprio jornal, que publicou a notícia na edição desta sexta-feira (10).
Se perder o processo, o Grupo Folha terá de pagar uma indenização por danos morais no valor equivalente ao que o jornal conseguiu faturar com aquela edição, publicada no dia 5 de abril de 2010.
O texto, publicado no extinto caderno Folhateen, conta as histórias de jovens entre 19 e 26 anos que ganham dinheiro vendendo calcinhas usadas na internet ou shows eróticos pela webcam.
Como a reportagem era destinada ao público adolescente, a Promotoria considerou que ela estimulava a prostituição virtual e o desenvolvimento precoce da sexualidade.
No inquérito civil, a Folha afirmou que a matéria se limitou a trazer os relatos de mulheres adultas e de psicólogos, que comentaram as histórias relatadas.
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