27 de Maio de 2012
Nova rota foi cogitada durante a CPI do Apagão Aéreo, em agosto de 2007
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, admitiu nesta segunda-feira (28) que já defendeu o uso dos aeroportos de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro, e Campo de Marte, na zona norte de São Paulo, para a operação de uma nova ponte aérea entre as duas capitais. A defesa de Jobim havia sido feita durante a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Apagão Aéreo, em agosto de 2007. Na semana passada, Jobim vetou o uso desses dois terminais para a operação de voos regulares entre São Paulo e Rio. Ele participou nesta manhã da abertura do seminário "Innovations in nuclear technology for a sustainable future", que está sendo realizado em um hotel da zona oeste do Rio.
- Na CPI, quando iniciava o trabalho, se falava no Campo de Marte e se falava em Jacarepaguá. Eu afirmei que poderia ser examinado a existência de uma ponte aérea. Ocorre que Campo de Marte vai ter uma destinação específica e será um dos pontos de passagem do trem de alta velocidade. Então terá que mudar a natureza. Jacarepaguá tem inviabilidades de expansão. Houve uma demanda judicial muito forte em relação à construção de um hospital junto a Jacarepaguá. Então é uma destinação claramente de heliponto. Como também o futuro do Campo de Marte será o heliponto.
O anúncio da nova ponte aérea foi feito na semana passada pela companhia regional Team, que prometia passagens a R$ 280. A empresa disse que a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) deu aval e determinou que a Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária) fizesse as adequações nos dois terminais até o dia. O ministro, no entanto, negou que a autorização tenha sido dada.
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