Marcello Casal Jr./Agência BrasilEm julho de 2008, Pitta chegou a ser preso pela Polícia Federal na Operação Satiagraha
8 de Fevereiro de 2012
Ele estava internado no hopital Sírio-Libanês por causa de um câncer no intestino
O ex-prefeito de São Paulo Celso Roberto Pitta do Nascimento morreu, às 23h50 desta sexta-feira (20), no Hospital Sírio-Libanês, vítima de câncer no intestino. Ele tinha 63 anos. A informação foi dada por pessoas próximas à família e confirmada, por volta de 7h30 deste sábado (21), pela assessoria de imprensa do hospital. Inicialmente, a família havia pedido que nenhuma informação fosse divulgada. O velório teve início por volta das 13h, quando o corpo chegou à Assembleia Legislativa de São Paulo, e o enterro está marcado para 17h, no cemitério Getsêmani, no Morumbi, também na capital paulista.

Agência Estado
Foi divulgado que a atual esposa do ex-prefeito Roni Golabek falaria sobre a morte ainda nesta manhã em uma entrevista coletiva no Sírio-Libanês, mas quem falou foi o advogado de Pitta, Remo Bataglia, por volta das 11h. Ele disse que o ex-prefeito estava doente havia um ano, leu a nota oficial divulgada pelo hospital e não quis comentar como ficam os processos contra Pitta.
Em entrevista ao programa Fala Brasil, da TV Record, o promotor responsável pela investigação do escândalo dos precatórios [desvio do dinheiro arrecadado com a emissão de títulos da dívida pública], Saad Mazlum, disse que, com a morte de Pitta, os herdeiros passam a responder pela acusação.Pitta administrou São Paulo de 1997 a 2000. Neste período, teve seu nome envolvido em uma série de denúncias. A principal delas foi o esquema de corrupção batizado de "escândalo dos precatórios".
Em julho do ano passado, durante as investigações da Polícia Federal na Operação Satiagraha, Pitta foi investigado por corrupção passiva, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e organização criminosa.
Também foram alvos desta operação o investidor Naji Nahas e o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity.
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