27 de Maio de 2012
Mário Negromonte deve deixar o comando das Cidades nesta quinta-feira

Um dos interlocutores mais próximos da presidente Dilma Rousseff, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse nesta quinta-feira (2) que é "natural" que haja mudanças na equipe do governo. Carvalho participa do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela EBC (Empresa Brasil de Comunicação). Hoje o ministro das Cidades, Mário Negromonte, deve formalizar a sua saída do governo, conforme antecipou ao seu partido, o PP. O nome mais cotado para substituí-lo é do líder do PP na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PB).
Mário Negromonte deve deixar governo nesta quinta
Entenda as denúncias contra o ministro das Cidades
- Nós entendemos que é natural que haja mudanças no ministério, já começou a mudança com a saída do ministro Fernando Haddad (da Educação), com a nomeação do Aloizio Mercadante e a do novo ministro da Ciência e Tecnologia. E agora é provável que se realizem algumas mudanças no ministério, dentro de um padrão normal em que ela (a presidente Dilma Rousseff) procura sempre buscar o melhor em cada uma das áreas do governo.
Segundo ele, "ela (Dilma) não adiantou sinceramente para nenhum de nós qual a sua intenção de outras eventuais mudanças".
- Ela tem feito muita questão de manter essa questão da mudança ministerial aos cuidados dela própria, portanto não nos é cabido fazer novas especulações sobre o que vem pela frente, salvo essa questão já pública do ministro Mário Negromonte.
De acordo com Carvalho, Dilma tem primado por "um rigor muito grande na escolha de seus auxiliares". O ministro, no entanto, defendeu escolhas políticas na definição de nomes.
- É evidente que o critério técnico é uma questão fundamental e necessária, o que não significa que o critério técnico exclua o critério político. Os partidos são legítimos, não podemos aceitar essa pecha que ser político é um defeito, é na verdade consagrar a sua vida ao seu país e ao seu povo, não se pode querer que o governo seja montado deixando a participação legítima dos partidos, que formam a base do governo.
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