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27 de Maio de 2012

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publicado em 30/11/2011 às 10h02: atualizado em: 30/11/2011 às 10h28

Número de divórcios é o maior desde 1984 no Brasil

Processos cresceram entre casais sem filhos, segundo dados do IBGE

Do R7*

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O número de divórcios no Brasil atingiu, em 2010, o seu maior nível desde o início da série histórica das Estatísticas do Registro Civil, em 1984, realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A taxa, divulgada nesta quarta-feira (30), corresponde  a 1,8 divórcios para cada 1.000 pessoas de 20 anos ou mais e representa um acréscimo de 36,8% em relação a 2009.

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No ano passado, uma mudança na legislação facilitou o divórcio. Antes era preciso esperar dois anos de separação de fato ou um ano de separação judicial para o casal se divorciar. Agora, o divórcio pode ser pedido no dia seguinte à separação.

As mulheres também estão pedindo mais a separação do que os homens. Em 2010, 56.126 casais se separaram, sendo 18.849 de forma não consensual. As mulheres pediram a separação em 13.297 casos, enquanto os homens fizeram o mesmo 5.552 vezes.

De acordo com os dados do IBGE, no ano passado foram registrados 60.733 divórcios não consensuais, dos quais 29.035 foram pedidos pelo marido. Já as mulheres foram responsáveis por 31.698 divórcios.

Com a popularização dos divórcios, a taxa geral de separação teve queda significativa. Em 2010, foram registrados 243.224 processos judiciais de divórcios. As separações foram 67.623.

A porcentagem maior das mulheres foi observada pelo instituto em todos os Estados brasileiros, menos na Paraíba, onde 41,4% das separações não consensuais foram pedidas pelos homens.

Nos casos dos pedidos de divórcios, a guarda dos filhos menores ficou com a mulher na maioria das vezes. Em 2008, 88,7% dos divórcios concedidos no Brasil tiveram a responsabilidade pelos filhos concedida às mulheres.

Também houve crescimento no número de separações entre casais sem filhos: de 30%, em 2000, para 40,3%, em 2010. Esta tendência foi observada também entre os casais que tinham somente filhos maiores. Neste caso, a evolução foi de 13,3% para 22,3%, nos mesmos anos.

Outro dado relevante é o aumento do número de casais que optam pela guarda compartilhada dos filhos menores em caso de divórcio: taxa passou de 2,7% em 2000 para 5,5% em 2010. Em Salvador, quase metade deles ficaram sob a guarda de ambos os pais.

O levantamento mostrou ainda que casar de papel passado no Brasil está cada vez mais comum. Em 2010, foram registrados 977.620 casamentos, 4,5% no total de registros de casamentos em relação ao ano de 2009.

* Aline Schons, estagiária do R7


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