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publicado em 21/12/2009 às 11h51:

Operações especiais da PF crescem 16,4% em 2009

Foram realizadas 43 operações de combate à corrupção e 73 de combate ao narcotráfico

Lais Lis, do R7

Em 2009, a PF (Polícia Federal) realizou 281 operações de combate à corrupção, lavagem de dinheiro, narcotráfico, crimes ambientais e outras. Foram 46 operações a mais que em 2008, o que representa um aumento de 16,4%. Os números foram apresentados nesta segunda-feira (21) em balanço da PF.

Durante o ano, foram realizados 4.534 mandados de prisão, 14% a mais do que em 2008. Ao todo, foram 43 operações de combate à corrupção, entre elas a Operação Caixa de Pandora, que investiga um suposto esquema de pagamento ilegal no Distrito Federal.

Nas operações de combate à corrupção, 386 pessoas foram presas, entre elas 83 servidores públicos. Ao longo de ano, a PF realizou ainda um total de 73 operações de combate ao narcotráfico, nas quais 2.632 pessoas foram presas (157 a mais que no ano passado).

Em sua apresentação, o ministro da Justiça, Tarso Genro, criticou a antiga relação da PF com a imprensa durante as operações especiais. Segundo Tarso, a divulgação era feita mais para “prestigio pessoal, do que para prestígio da corporação”. O ministro citou o caso do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, que foi filmado de pijamas durante a ação da PF.

O Diretor da PF, Luiz Fernando Corrêa, defendeu o uso de escutas telefônicas no combate aos crimes de corrupção. Ele citou as técnicas usadas na Operação Caixa de Pandora.

- A apuração tem que tentar alcançar essa modalidade criminosa (crime de corrupção) porque ela é muito comportamental e combate a materialidade. É muito difícil se identificar e por a mão em dinheiro de corrupção, por isso o uso de escutas telefônicas. Elas não podem ser banalizadas, mas neste tipo de delito, que é de comportamento e as pessoas se articulam, o diálogo é fundamental.

Segundo Corrêa, as escutas são a única forma de dar robustez às provas de receptação de dinheiro. O Diretor da PF não quis comentar o fato de o juiz responsável pelo caso que investiga o mensalão do DEM não ter aprovado a quebra de sigilo bancário dos acusados. Segundo ele, quem preside o inquérito é o ministro e é ele quem decide se as provas apresentadas pela PF são suficientes.

-Muito desse dinheiro, que circula neste crime, não é contabilizado. Existem outras formas para identificá-los.

 
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