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publicado em 10/03/2010 às 07h12:

Oposição critica declarações de Lula sobre Cuba

Para deputado, presidente erra ao comparar presos brasileiros com detidos cubanos

Agência Estado

As palavras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre os presos cubanos, em entrevista concedida na terça-feira (9) à agência de notícias Associated Press, foram consideradas "oportunistas" e "incoerentes" por parlamentares das comissões de Relações Exteriores da Câmara e Senado e também pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

Ontem, Lula defendeu a Justiça cubana e comparou os presos políticos do país a criminosos comuns. O presidente disse que é preciso respeitar as determinações do governo cubano, assim como ele espera que respeitem as leis brasileiras. As declarações foram feitas no mesmo dia em que o presidente recebeu uma carta de dissidentes cubanos fazendo um apelo para Lula interceder por presos. O presidente brasileiro criticou a decisão de presos políticos pararem de se alimentar em Cuba.

Para o deputado Raul Jungmann (PPS-PE), Lula erra ao comparar os presos comuns dos presídios brasileiros com os detidos em Cuba por crimes políticos. Afirmou o deputado, integrante da Comissão de Relações Exteriores da Câmara:

- É mais do que oportunismo, é de um cinismo atroz. Jamais compare alhos com bugalhos. É preciso denunciar a situação caótica dos presídios brasileiros, mas também devemos ter coragem de condenar o tratamento aos presos cubanos.

O presidente da comissão, deputado Emanuel Fernandes (PSDB-SP), compartilhou do mesmo discurso:

- O Brasil tem que ser contra a prisão política. Todo o esforço do País em ter uma política externa de relevo vai por água abaixo com esse discurso do presidente.

Segundo Fernandes, o tema pode ser discutido na primeira reunião da comissão, marcada para esta quarta.

Jungmann criticou ainda a declaração em que Lula afirma que não vai se intrometer na legislação, muito menos na Justiça cubana. Segundo o deputado, Lula interveio em Honduras porque acreditava que o presidente deposto, Manuel Zelaya, sofrera um golpe da "direita", embora tenha sido deposto judicialmente. Mas no caso de Cuba, uma "ditadura de esquerda, Lula diz que não se intromete".

O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), classificou de "incoerente" a declaração sobre não intervenção:

- Tivemos uma ação de interferência na Itália, quando ele não quis extraditar o terrorista Cesare Battisti. É uma posição ao sabor dos ventos", frisou o tucano. "Acredito que o presidente esteja sendo incoerente com o seu passado. Não é possível comparar preso político com criminoso comum.

A posição dos parlamentares foi seguida pelo presidente da OAB nacional, Ophir Cavalcante:

- É uma questão de viés ideológico. A leitura que o governo Lula faz do regime de Cuba é de que é um governo popular e socialista e estaria legitimado. Nossa sociedade tem outra formação que não condiz [...] Parece que o presidente confunde a greve com fins políticos com greve de fome feita por criminosos comuns. É uma comparação que não tem cabimento. Eu não sei que finalidade há por trás disso, mas essa é uma comparação sem nenhum tipo de fundamento.


 
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