27 de Maio de 2012
Prisão de dois homens reforçou desconfiança sobre possível monitoramento na Câmara do DF
A deputada informou ainda que vai encaminhar a denúncia à Polícia Federal, Ministério Público e STJ (Superior Tribunal Federal), órgãos que investigam o esquema de corrupção supostamente comandado por Arruda.
Servidores da Casa já suspeitavam dos grampos nos telefones, pois desde o fim do ano passado, quando a Câmara foi alvo de mandados de busca e apreensão da PF, as ligações apresentavam chiado considerado “estranho”. A suspeita ganhou força na última quarta-feira, quando dois policiais civis de Goiás foram detidos nas proximidades da Câmara, acusados de espionar deputados da oposição.
Uma das testemunhas arroladas no inquérito do MPF (Ministério Público Federal) informou à PF que Arruda mantém “central de arapongagem” para monitorar telefonemas dos desafetos políticos. A assessoria do governador nega qualquer relação com os possíveis grampos.
Erika Kokay afirmou que a possível existência de sistema de monitoramento do trabalho dos parlamentares responsáveis por analisar os processos de impeachment do governador constitui uma afronta ao Estado de Direito.
- Nós vamos encaminhar a denúncia da existência do grampo à Polícia Federal. O procedimento está associado ao inquérito, é o monitoramento do Legislativo no momento em que o governador está sendo investigado. Antes mesmo das prisões, percebemos que o telefone estava ruim, tinha um chiado.
A deputada também informou que manifestantes do movimento “Fora Arruda” estão sofrendo ameaças de morte. Alguns estudantes participaram de reunião na secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal para relatar as ameaças.
- Alguns estudantes relatam ameaças por telefone, reclamam que pessoas estranhas os seguem nos fins de semana. Um manifestante teve os freios do carro cortados.
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