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publicado em 08/02/2011 às 20h33:

PDT promete brigar por salário mínimo maior

Paulinho da Força criticou a atitude do governo de querer impor o valor de R$ 545

Agência Estado

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Embora o governo já tenha pedido aos aliados que não apresentem emendas à Medida Provisória que será enviada ao Congresso propondo a elevação do salário mínimo a R$ 545, o PDT anunciou que irá defender o reajuste para R$ 560 ou R$ 580.

O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, presidente da Força Sindical, criticou a atitude do governo de querer impor o valor de R$ 545.

- Não é assim não, isso aqui é um parlamento. Se o governo quiser passar o rolo compressor, ele vai, mas antes terá de colocar o Exército para cercar o Congresso.

Paulinho avisou que as centrais farão uma grande mobilização em favor de um reajuste maior.

- Aí, vamos ver como será a votação.

Ele advertiu o governo para que não rompa as negociações com as centrais, o que considera um erro. Durante a campanha presidencial do ano passado, os sindicalistas apoiaram Dilma.

- Fica um rescaldo para o futuro. Derrotar aliados é uma coisa ruim, um erro que estão levando a Dilma a fazer.

O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Artur Henrique da Silva, avalia que o que está em discussão é muito mais do que o valor do salário mínimo.

- É uma visão de política econômica.

O governo, por intermédio do ministro da Fazenda, Guido Mantega, sustenta que não pode pagar um piso salarial maior porque, entre outras razões, isso geraria uma pressão inflacionária. O presidente da CUT rebate o argumento.

- A questão é que não temos uma inflação de demanda. Todos sabemos que a inflação tem um pico no início do ano por causa de mensalidades escolares e transporte e, além disso, há muita especulação com os preços dos alimentos.


Ele diz que não considera, no entanto, que as centrais tenham sido deixadas de lado pelo governo na discussão do mínimo.

- Apenas houve um impasse e eles resolveram enviar a MP com R$ 545. Mas as negociações continuam em torno de outros pontos da pauta.

Silva se refere à correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física e à lei que consolidará a regra de reajuste do mínimo até 2014.

Os presidentes da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), Antônio Neto, e da UGT (União Geral dos Trabalhadores), Ricardo Patah, afirmam que ainda esperam dialogar com o governo sobre o mínimo.


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