23 de Fevereiro de 2012
Paulinho da Força criticou a atitude do governo de querer impor o valor de R$ 545

Embora o governo já tenha pedido aos aliados que não apresentem emendas à Medida Provisória que será enviada ao Congresso propondo a elevação do salário mínimo a R$ 545, o PDT anunciou que irá defender o reajuste para R$ 560 ou R$ 580.
O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, presidente da Força Sindical, criticou a atitude do governo de querer impor o valor de R$ 545.
- Não é assim não, isso aqui é um parlamento. Se o governo quiser passar o rolo compressor, ele vai, mas antes terá de colocar o Exército para cercar o Congresso.
Paulinho avisou que as centrais farão uma grande mobilização em favor de um reajuste maior.
- Aí, vamos ver como será a votação.
Ele advertiu o governo para que não rompa as negociações com as centrais, o que considera um erro. Durante a campanha presidencial do ano passado, os sindicalistas apoiaram Dilma.
- Fica um rescaldo para o futuro. Derrotar aliados é uma coisa ruim, um erro que estão levando a Dilma a fazer.
O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Artur Henrique da Silva, avalia que o que está em discussão é muito mais do que o valor do salário mínimo.
- É uma visão de política econômica.
O governo, por intermédio do ministro da Fazenda, Guido Mantega, sustenta que não pode pagar um piso salarial maior porque, entre outras razões, isso geraria uma pressão inflacionária. O presidente da CUT rebate o argumento.
- A questão é que não temos uma inflação de demanda. Todos sabemos que a inflação tem um pico no início do ano por causa de mensalidades escolares e transporte e, além disso, há muita especulação com os preços dos alimentos.
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