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publicado em 27/07/2010 às 17h55:

Plínio defende controle da imprensa, mas sem censura

Em sabatina do R7, candidato do PSOL criticiou cobertura da mídia sobre o MST

Do R7

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Apoiador do governo do venezuelano Hugo Chávez, o candidato do PSOL à Presidência, Plínio Arruda Sampaio, disse em sabatina do R7 nesta terça-feira (27) ser a favor do controle social da mídia do país, embora seja contra a censura da imprensa. Ao falar das ações adotadas por Chávez em relação aos meios de comunicação na Venezuela, Plínio ressaltou que, se uma emissora comete irregularidades e desrespeita as leis, o governante tem razão em puni-la, inclusive com seu fechamento, como aconteceu no país vizinho.

- Não há na República nada que esteja fora do controle social. Uma coisa é censura à imprensa, outra coisa é você ter um controle sobre o uso da mídia para demonizar e criminalizar uma pessoa.

Assista à sabatina de Plínio no R7

Veja imagens da sabatina com Plínio Arruda Sampaio

Plínio citou como exemplo a cobertura jornalística dedicada ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra), que ele considera negativa.

- Criam a imagem de que é um grupo de bandidos.

O candidato do PSOL diz que Chávez poderia "contar com meu apoio, total, absoluto, porque está fazendo transformação”, embora admita que a sociedade venezuelana é atrasada politicamente.

Durante uma hora e meia, Plínio também falou sobre o salário mínimo, a descriminizalização das drogas e seus adversários na corrida eleitoral, Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV).

Plínio foi o quarto entrevistado de uma série de sabatinas que o portal R7, em parceria com a Record News, realiza com os presidenciáveis. Na quinta-feira (29), será a vez do candidato tucano, José Serra, responder as questões dos jornalistas e internautas.

Adversários

Sobre Dilma, Plínio disse que não conhece bem essa “moça” e que chamaria Serra para um café se tivesse que escolher entre um ou outro. Porém, ironizou o tucano ao afirmar que nunca cometeu o “erro” de ter votado nele.

Plínio também se disse decepcionado com a atitude de Marina Silva, que deixou o PT no ano passado e é agora candidata à Presidência pelo PV. O candidato dirigiu fortes críticas ao PV, partido que segundo ele "está em todos os governos" e que é "eco-capitalista" e "eco-colonialista". Além disso, questionou a escolha do empresário Guilherme Leal para ser vice de Marina.

Salário mínimo

Para o candidato à Presidência, Plínio Arruda, o Brasil tem como oferecer R$ 2.000 de salário mínimo à população e redução da jornada de trabalho, atualmente em 44 horas semanais.

- Justo é o salário do Dieese perto de R$ 2.000. Tem que ir pra isso para uma política de redistribuição de renda, redução da jornada de trabalho [...] Temos que lutar pela redução da jornada de trabalho, se temos uma grande parte da força de trabalho sem ocupação, porque o trabalhador precisa de oito horas por dia?

Drogas

Na sabatina, o candidato do PSOL também disse que, caso eleito, permitirá a “indústria da maconha” no país. Segundo ele, o fato de algumas drogas serem consideradas ilegais alimenta o crime organizado. Plínio defendeu a legalização de drogas “culturais” como a maconha e o chá de Santo Daime.

- O que gera o crime é: você tem uma demanda, não é regular [a droga], e cria o crime. [...] Vou permitir a indústria da maconha no Brasil. Agora, o crack não. Cocaína também não.

Ele defendeu que a produção de maconha seja controlada pelo governo e a droga seria vendida com taxação de impostos.

Críticas

O candidato do PSOL também não poupou críticas aos políticos do país durante a sabatina do R7. Questionado se fecharia o Congresso, ele descartou a hipótese, mas disse que a Senado é “inútil” e abriga figuras “desprezíveis.

O candidato do PSOL disse que no seu governo não haveria mensalão, por causa do tipo de relação que o Estado teria com o povo. Segundo ele, a participação popular nas decisões - e a pressão da população - evitaria chantagens.

Sobre o atual presidente do país, Luiz Inácio Lula da Silva, Plínio disse que ele esconde “a verdadeira realidade” do país e “peca pela omissão”.

Segundo o candidato do PSOL, o país vive um falso crescimento, com oferta de crédito abundante e salário mínimo que não oferece ganho real (acima da inflação) de renda. Com declarações polêmicas, o candidato à Presidência pelo PSOL, Plínio Arruda Sampaio, fez críticas à política econômica brasileira.

- Esse governo é um desastre não pelo o que ele faz, mas pelo o que não faz. Não dá atenção à educação, à saúde, que estão um horror. Não dá atenção à violência, que está um horror. Lula não peca por ação, mas ele peca por omissão. Ele não faz, ele é bonzinho. [...] É um governo nefasto, porque esconde com muita habilidade a realidade verdadeira do país.

Plínio foi o quarto entrevistado de uma série de sabatinas que o portal R7, em parceria com a Record News, realiza com os presidenciáveis. Na quinta-feira (29), será a vez do candidato tucano, José Serra, responder às questões dos jornalistas e internautas.


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