11 de Fevereiro de 2012
Candidato do PSOL falou sobre propostas e temas polêmicos em sabatina do R7
Para o candidato, o sistema de saúde também deveria ser 100% público, a exemplo do modelo adorado pelos ingleses.
- A saúde não pode ser mercadoria. Você não pode lucrar com o câncer do vizinho.
Enfático, Plínio defendeu a quebra de contratos com as empresas privatizadas, mesmo que isso custe o pagamento de indenizações.
- O que está atrás da privatização é enfraquecer o Estado. Empresa defende o capital dela, quem defende você é o Estado. O Estado não tem mais instrumentos para essa defesa.
O candidato do PSOL foi o quarto presidenciável a participar de uma série de entrevistas que o portal R7, em parceria com a Record News, realiza com os candidatos à Presidência.
Veja abaixo os principais pontos da sabatina:
Críticas ao governo
- Esse governo é um desastre não pelo o que ele faz, mas pelo o que não faz. Não dá atenção à educação, à saúde, que estão um horror. Não dá atenção à violência, que está um horror. Lula não peca por ação, mas ele peca por omissão. Ele não faz, ele é bonzinho. [...] É um governo nefasto, porque esconde com muita habilidade a realidade verdadeira do país.
Legalização das drogas
- O que gera o crime é: você tem uma demanda, não é regular [a droga], e cria o crime. [...] Vou permitir a indústria da maconha no Brasil. Agora, o crack não. Cocaína também não.
Controle da mídia
- Não há na República nada que esteja fora do controle social. Uma coisa é censura à imprensa, outra coisa é você ter um controle sobre o uso da mídia para demonizar e criminalizar uma pessoa.
Hugo Chávez
- [Hugo Chávez] Pode contar com meu apoio, total, absoluto, porque está fazendo transformação. [...] Não se pode exigir do Chávez uma política nítida.
Jornada de Trabalho
- Se nós temos uma grande parte da força de trabalho sem ocupação, por que o trabalhador tem que trabalhar oito horas por dia?
Drogas
- Vou permitir a indústria da maconha no Brasil, mas do crack não.
Casamento gay
- É um quadro que pode ser regulamentado pela lei civil. É um casamento civil legítimo. [...] Essas pessoas têm uma vida comum, têm gastos, constroem um patrimônio.
Aborto
- Centenas de mulheres morrem. Deve haver uma política pública. [...] Quero legalizar o aborto. A mulher vai em um juiz da família e é ouvida em audiência para saber se ela não está sendo pressionada ou se não tem a consciência.
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