27 de Maio de 2012
O confronto causou tumulto na Esplanada dos Ministérios
Apesar das imagens fortes divulgadas pela imprensa, a Polícia Militar do Distrito federal nega que tenha abusado da violência para conter manifestantes que pediam a saída do governador José Roberto Arruda (DEM). O confronto ocorreu no começo da tarde desta quarta-feira (9), em frente ao Palácio do Buriti, sede do governo local.
O conflito acabou interditando parte do Eixo Monumental, uma das principais vias de Brasília. Em coletiva de imprensa na tarde de hoje, o militar responsável pela operação,Tenente Coronel Silva Filho, justificou a ação policial alegando que não havia liderança no movimento.
Segundo ele, o grupo descumpriu acordo prévio de que três faixas da Esplanada seriam utilizadas para a manifestação e as outras três ficariam livres para o fluxo de veículos. Os manifestantes também saíram em caminhada pela Esplanada e, de acordo com Silva Filho, estava previsto que se restringiriam à praça do Buriti.
- A polícia não abusou da violência, utilizou da força necessária para conter a turba.
Cerca de 600 policiais do Bope, Cavalaria e Rotam (Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas) foram mobilizados para conter os manifestantes – estimados em duas mil pessoas pela PM. Apesar da verdadeira guerra travada entre policiais e manifestantes – com gás de pimenta, bombas de efeito moral, cachorros e cavalos de um lado e paus e pedras do outro –, o chefe da operação assegurou que ninguém precisou ser atendido em hospitais da capital.
Três pessoas foram presas. Duas por arremessar pedras em policiais e cavalos e um por desacato, desobediência e resistência.
Os manifestantes, que começaram a chegar ao local por volta das 10h, pediam a saída do governador Arruda e do vice-governador, Paulo Octávio. Os dois são acusados de participarem do chamado mensalão do DEM, um esquema de pagamento de propina do qual também são acusados deputados distritais e secretários do governo do DF.
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