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publicado em 18/11/2009 às 08h31:

Presidente do PT sugere filme sobre vida de Fernando Henrique

Aliados de Lula rebatem críticas de que longa sobre presidente é propaganda política

Do R7, com Agência Brasil

O presidente do PT, Ricardo Berzoini, rebateu as críticas da oposição de que o filme Lula, o Filho do Brasil seria uma forma de propaganda política do governo e da pré-candidata petista Dilma Rousseff ao Planalto. Para Berzoini, a oposição também deveria fazer um filme. O petista sugeriu a vida do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

- Eles deveriam fazer um filme da vida de FHC. Acho que seria bem interessante.

Bem-humorado, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, fez sugestão semelhante ao chegar ao Teatro Nacional, em Brasília, onde o filme sobre a vida de Lula foi exibido pela primeira vez. O ministro, entretanto, não sugeriu nenhum nome, mas afirmou que "se a oposição procurar bem, acha um nome".

O longa sobre Lula tem sido criticado pela oposição, que teme o uso político da imagem do presidente com a divulgação da obra. Lula não disputará eleições no próximo ano, mas deve Dilma.

A exibição contou com a presença de várias autoridades do governo. O ministro do Esporte, Orlando Silva, também rebateu as críticas.

- Gente, isso não é discurso, é cinema. O que me parece é que há uma certa dose de ansiedade no ar por parte daqueles que criticam. O Barretão [Fábio Barreto – diretor do filme] me disse para ver o filme, que eu iria gostar e foi por isso que eu vim.

Já o ministro das Cidades, Marcio Fortes, considerou que a oposição está fazendo o papel que cabe a ela fazer. No entanto, avaliou que não se trata de um filme sobre o presidente da República e sim sobre um cidadão brasileiro.

- A oposição que marcar presença, está no papel dela, mas precisa ser elegante.

O filme é baseado no livro homônimo de Denise Paraná e teve cenas filmadas em Pernambuco e em São Paulo de 20 de janeiro a 18 de março deste ano. Para o cineasta Fábio Barrreto, as acusações de cunho político são injustas. Ele alega que queria lançar o filme há dois anos, no entanto, o impacto da crise financeira mundial sobre a economia influenciou no financiamento do longa-metragem, que só será exibido para o público a partir de janeiro de 2010.

Barreto ressalta que o filme apresenta uma mensagem de otimismo e de crença na própria capacidade.

- Se as pessoas acreditarem em si mesmas e na possibilidade de alterar o seu destino, não se acomodarem ou ficarem reclamando, se elas teimarem, vão conseguir realizar os seus sonhos. Essa é a mensagem do filme, não tem nada político. É um filme de emoção. É um melodrama épico. Eu sou um artista, não tenho ideologia e não estou vendendo nenhuma ideologia com esse filme. O filme é uma obra de arte, não tem nenhuma intenção política. Eu sou um artista, a minha obrigação é expor. Estou expondo, julguem como quiser. O filme não elege ninguém. Nem derruba.

Barreto elogiou as iniciativas do governo como forma de popularizar o acesso à cultura.

- Eu espero que esse filme ajude a indústria de audiovisual no Brasil a se consolidar . Algumas medidas, como o vale-cultura, vão dar oportunidade a muita gente. Tudo está crescendo no Brasil, menos o consumo de cultura. Acho que agora, com o vale-cultura, isso vai melhorar. Há também o programa de construção de salas populares nas periferias para que o povo possa consumir cultura, porque cultura não pode ser consumida apenas pela elite que tem dinheiro.

Lula, o Filho do Brasil tem duração de 128 minutos e foi produzido em parceria com a Globo Filmes. A produção não recebeu recursos de leis de incentivo municipal, estadual ou federal. O elenco conta com 130 atores, entre eles Rui Ricardo Diaz, que faz o papel de Lula dos 18 aos 35 anos.

A atriz Cleo Pires interpreta Lurdes, primeira mulher de Lula, e Juliana Baroni faz o papel de Marisa Letícia. O filme também retrata o pai de Lula, Aristides, como um homem violento, vivido pelo ator Milhem Cortaz. Participaram ainda das filmagens 3 mil figurantes. A obra tem fotografia de Gustavo Hadba, direção de arte de Clóvis Bueno, figurinos de Cristina Camargo, roteiro de Daniel Tendler, Denise Paraná e Fernando Bonassi e música de Antônio Pinto e Jaques Morelenbaum.

 
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