12 de Fevereiro de 2012
Caberá a Gilmar Mendes desempatar placar no julgamento sobre a extradição do italiano
.O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, disse nesta sexta-feira (13) não acreditar na possibilidade de uma crise institucional entre os poderes Executivo e Judiciário causada pela decisão sobre a extradição do italiano Cesare Battisti. Acusado de terrorismo e homicídios na Itália, o ex-ativista tem o seu pedido de extradição pelo governo italiano analisado atualmente no plenário do STF.
A votação foi interrompida na sessão de ontem com o placar empatado em 4 a 4. Mendes deverá dar o voto de desempate na próxima quarta-feira (18). A tendência é que o presidente da Corte opte pela extradição do ex-ativista, contrariando a decisão do ministro da Justiça, Tarso Genro, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já haviam aceitado o pedido de refúgio do italiano. Ele alega ser perseguido político em seu país.
- A tradição brasileira é de cumprimento das decisões judiciais. Nós nunca tivemos crise institucional. Estamos vivendo 20 anos de normalidade democrática, com respeito às competências e harmonia dos poderes.
A declaração de Mendes aconteceu na chegada ao Centro Cultural da Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro, para participar da comissão julgadora do 6º Prêmio Innovare: Justiça Rápida e Eficaz.
À tarde, o ministro almoçou com diretores da Record no complexo RecNov (Record Novelas), onde conheceu os estúdios da emissora no Rio e também comentou sobre o julgamento.
- Só começa na quarta e espera que consiga terminar na quarta.
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