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publicado em 03/09/2010 às 21h05:

Procuradoria pede que juiz
assuma prefeitura de Dourados (MS)

Prefeito da cidade foi preso com 28 pessoas do primeiro escalão do governo

Marcelo Varela, do MS Record, com R7

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O Ministério Público Estadual do Mato Grosso pediu a nomeação emergencial do presidente do foro de Dourados (MS), juiz Eduardo Machado Rocha, como prefeito.

O requerimento foi feito nesta sexta-feira (3) ao Tribunal de Justiça do Estado, após o escândalo que derrubou primeiro escalão do governo do município. Foram presos o preofeito e do vice, secretários, vereadores, servidores públicos e empresários na  Operação Uragano, que investiga fraudes em licitações públicas.

Em entrevista à imprensa no final da manhã de hoje, o Ministério Público afirmou ainda que irá pedir a intervenção na prefeitura de Dourados na próxima quarta-feira (8), primeiro dia útil após o feriado de 7 de setembro.

A Justiça de Dourados decretou a prisão preventiva do prefeito, do vice-prefeito, da primeira-dama, de três vereadores e cinco secretários. Concedeu liberdade a 14 presos na operação, sendo seis deles vereadores de Dourados.

Hoje, o assessor jurídico da prefeitura de Dourados, Fernando Barauna, e o tesoureiro Jorge Rodrigues foram até Campo Grande, onde o prefeito da cidade, Ari Artuzi, está preso para colher assinaturas para despachos.

Entre eles, a autorização para o pagamento dos 6,9 mil servidores públicos, cuja folha chega a R$ 7 milhões.

Operação Uragano

A Polícia Federal cumpriu 28 dos 29 mandados de prisão e 38 conduções coercitivas na manhã desta quarta-feira (1º), contra empresários, servidores públicos, vereadores, secretários da prefeitura, diretores de hospitais que têm contrato com a prefeitura para o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Entre os presos estão o prefeito de Dourados, Ari Valdeci Artuzi, a primeira-dama Maria Artuzi, vice-prefeito Carlinhos Cantor e o presidente da Câmara de Vereadores, Sidlei Alves. A PF encontrou R$ 100 mil em espécie na casa do prefeito de Dourados.


A defesa de Artuzi diz que as provas não são suficientes para incriminá-lo. Preso desde quarta-feira (1º), ele tem se recusado a falar com a imprensa.

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