Cristiano Sant´Anna/26.jun.2009/indicefoto.comDilma Rousseff, Marcelo Branco e Lula durante o Fórum Internacional do Software Livre, realizado em junho do ano passado em Porto Alegre
27 de Maio de 2012
Partido aposta nas redes sociais na campanha de Dilma e contratou figurões da internet
Comandada por seu estrategista de comunicação, deputado federal André Vargas (PR), o partido decidiu contratar a Pepper Comunicação, que alugou uma casa em Brasília só para cuidar da campanha da pré-candidata Dilma Rousseff. A empresa, então, convocou um dos nomes mais respeitados da internet brasileira: Marcelo Branco, ex-diretor da Campus Party [espécie de acampamento nerd que acontece todo ano em São Paulo] e um dos maiores defensores de software livre.
Para ter certeza de que a estratégia Obama vai dar certo, o PT foi direto à fonte e acertou uma consultoria técnica com dois dos americanos que fizeram parte da campanha vitoriosa nos Estados Unidos: Scott Goodstein, um dos responsáveis pela bem sucedida estratégia de marketing digital do atual presidente, e Ben Self, fundador da Blue State Digital, empresa que conseguiu arrecadar cerca de R$ 890 milhões (US$ 500 milhões) via internet para a campanha do americano. Goodstein e Self não vão ficar no Brasil, mas serão acionados pelos caciques petistas e pela Pepper.
Dilma, que na última segunda-feira (19) inaugurou seu site em formato de blog, já estreou no Flickr e no Twitter e está preparando seus perfis no Orkut e Facebook. Em entrevista ao R7, Marcelo Branco contou que essas ferramentas serão usadas de um jeito muito diferente do que as pessoas estão acostumadas. Como no modelo americano, a internet não será usada só para distribuir o conteúdo produzido pela coordenação de campanha, mas servirá para atrair apoiadores, que produzirão esse conteúdo e ajudarão a distribuí-lo.
- Na internet a dinâmica é outra. Para ter êxito, precisamos ter milhares, ou quem sabe milhões de pessoas atuando de forma ativa, inclusive com vídeo, fotos e imagens feitos por quem apóia a campanha.
Ele disse que está previsto um espaço para “aglutinar todo esse conteúdo”:
- A gente já catalogou quase 100 blogs espontâneos. Vamos integrá-los em uma plataforma, essa rede de blogs. Vamos estar em contato com esses blogs e fazer uma troca de conteúdo entre eles. Se ganhar audiência, ganha mais espaço.
Tudo isso será divulgado pelo site inaugurado segunda-feira:
- É o jeito da internet: tudo se copia e se reproduz. O principal não é só a campanha falar com a militância, mas a militância também poder fazer sugestões. Queremos que os internautas ajudem na construção da campanha. Queremos que as iniciativas de conteúdos e estratégias colocadas individualmente possam se manifestar.
O PT também lançou a campanha “Seja Militante 2.0”. Nela, filiados preenchem um cadastro fornecendo o número celular, as redes sociais de que participam e autorizando o partido a enviar para eles conteúdo da campanha:
- Não serve só para fazer guerra de conteúdo, mas para organizar a campanha offline. Dar munição para que o apoiador possa fazer debate político qualificado no bairro, na vila, na favela.
Ele diz, no entanto, que só as técnicas utilizadas serão inspiradas na campanha americana porque a forma de atuar será toda ela feita pela coordenação de campanha da petista.
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