27 de Maio de 2012
Os dois partidos terão 26 deputados na Câmara
O PPS e o PV acabam de formalizar, na secretária-geral da Mesa Diretora da Câmara, a formação do bloco parlamentar entre os dois partidos. Entregam o documento o líder do PPS, Rubens Bueno, o líder do PV, Zequinha Sarney (MA), na companhia de outros parlamentares dos partidos.
A decisão surge como uma novidade no atual cenário político porque traz para a mesmo campo de atuação parlamentar o oposicionista PPS, que antes atuava junto com o PSDB e o DEM. Já o PV, que na legislatura passada mantinha uma linha independente, acompanhou o governo em algumas votações. O bloco foi registrado às 13h20min na secretaria-geral da Mesa Diretora da Câmara. Juntos, os partidos contam com 26 deputados: 12 do PPS e 14 do PV.
Para o líder do PPS, deputado federal Rubens Bueno (PR), a união representa o surgimento de uma nova força no Congresso.
- O bloco é uma novidade política dentro da mesmice que se repete na Câmara ao longo dos últimos anos. Muitas vezes, ao se formarem blocos, não há preocupação com a construção de um projeto político, com o debate de uma alternativa para o país. Os blocos são formados visando apenas a ocupação de cargos e a divisão de comissões e postos de comando da Casa. Esse não é o nosso caso.
O líder do partido disse ainda que os dois partidos não se precipitaram quando tomaram essa decisão.
- Estamos conversando desde o início do ano. Foram várias reuniões com a participação dos principais líderes dos partidos e com os integrantes das bancadas. No caso do PPS, essa união foi festejada não só pelos parlamentares, mas também pela base do partido espalhada por todo o país.O presidente nacional do PPS, deputado federal Roberto Freire (SP), também defendeu a formação do bloco.
- Além de buscar um melhor funcionamento parlamentar, essa aproximação é uma sinalização clara da convergência desses dois partidos para apresentar a sociedade uma oposição qualificada que se movimente em torno de bandeiras modernas como a sustentabilidade, a justiça social e as liberdades democráticas.
Os partidos, diz ele, “vão trabalhar para a definição de uma agenda moderna e de longo prazo para o país que vise o desenvolvimento inclusivo e ambientalmente sustentado, alicerçado no acesso à educação de qualidade e na inovação tecnológica”.
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