27 de Maio de 2012
Agora, outros cinco ministros precisam acompanhar o voto para que senador se torne réu
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa pediu nesta quinta-feira (5) a abertura de investigação do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) pela denúncia do Ministério Público Federal de lavagem de dinheiro. Ontem, ele aceitou a denúncia por peculato.
Esse foi apenas o voto do relator. Para que o senador se transforme em réu, pelo menos cinco ministros precisam concordar com Barbosa e aceitar a denúncia.
Segundo a denúncia, foram desviados R$ 3,5 milhões de empresas estatais mineiras para tentar reeleger Azeredo em 1998, quando ele era governador de Minas Gerais.
Durante a leitura da segunda parte do seu voto o ministro Joaquim Barbosa relatou o caminho dos empréstimos obtidos pelas empresas SMP&B Comunicação e da DNA Propaganda e que teriam sido usados para o pagamento da campanha de reeleição de Azeredo.
Segundo o relator, o primeiro empréstimo foi feito pela SMP&B no valor de R$ 2,3 milhões, o segundo empréstimo foi realizado pela DNA Propaganda junto com o Banco Rural no valor de R$ 9 milhões. Esse empréstimo foi feito em 19 de agosto e depois repassado em um empréstimo da empresa de publicidade para Cláudio Mourão, na época tesoureiro da campanha de Azeredo.
Segundo Joaquim Barbosa em depoimento Ramon Hollerbach sócio da SMP&B comunicações disse que o empréstimo da empresa para Mourão não estava formalizado por nenhum documento ou contrato e que não havia garantia de pagamento. Segundo o relator isso demonstra que os contratos celebrados com Marcos Valério serviriam como mecanismo de lavagem de dinheiro dando aparência licita aos recursos desviados de estatais.
Segundo o ministro, a denúncia aponta indícios fortes de que recursos repassados pela Comig (Companhia de Mineração de Minas Gerais), Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) e Benge (Banco do Estado de Minas Gerais) como patrocínio de eventos culturais e esportivos teriam sido usados na campanha de reeleição de Azeredo.
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