27 de Maio de 2012
Deputado quer incentivar emissão de vistos pela internet e ampliar prazo de permanência
O primeiro relatório sobre a proposta do Executivo que estabelece novas regras para entrada e permanência de estrangeiros no Brasil será apresentado na Câmara dos Deputados no início de março. A informação é do relator da proposta na Comissão de Turismo e Desporto, deputado Carlos Eduardo Cadoca (PSC-PE).
Ele já adiantou que irá propor mudanças no texto original, como a possibilidade de emissão eletrônica de visto, a ampliação do período de validade desse documento e a extensão do prazo de permanência permitida aos estrangeiros no País.
A proposta em tramitação na Câmara altera a Lei 6.815/80, o chamado Estatuto do Estrangeiro.
A lei traz normas gerais sobre o tema, que vão desde a vinda de estrangeiros para fins de turismo e negócios até a migração permanente para trabalho.
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Cadoca, no entanto, afirmou que deverá focar seu parecer em assuntos ligados ao turismo, pois as regras sobre imigração deverão ficar a cargo da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, próxima a analisar o projeto. O texto ainda passará pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania), antes de seguir para o plenário.
Turismo e negócios
Uma das principais novidades previstas na proposta do governo é a unificação dos vistos para fins turísticos e de negócios. Pelo projeto, esse documento terá validade de cinco anos e permitirá entradas sucessivas de até 90 dias no Brasil.
O relatório de Carlos Eduardo Cadoca, que ainda será votado pela Comissão de Turismo, estende essa validade para dez anos e permite a permanência no País por 180 dias ininterruptos.
O parecer também deve eliminar a necessidade de visto temporário para os tripulantes estrangeiros dos cruzeiros internacionais que aportem em território nacional.
O deputado explicou que as regras atuais exigem esse tipo de visto para navios com tripulação de outros países que fazem paradas em, pelo menos, dois portos brasileiros. O resultado, segundo Cadoca, é a existência de despesas excessivas e trâmites burocráticos que prejudicam as operadoras de turismo.
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