27 de Maio de 2012
Comissão vai apurar repasses do governo federal para o MST
Parlamentares da bancada ruralista entregaram nesta terça-feira (20) à Mesa Diretora do Senado o pedido de abertura da CPI mista do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra), que deve investigar repasses feitos pelo governo federal a entidades ligadas ao movimento.
À frente da criação da comissão estão os deputados Onix Lorenzoni (DEM-RS) e Ronaldo Caiado (DEM-GO). A senador Kátia Abreu (DEM-TO) também assina o pedido, mas não pode engrossar a lista dos ruralistas na entrega do documento porque participava de uma reunião. Os ruralistas estão até mesmo convocando todas as entidades de produtores para fazer uma "vigília" até a madrugada de quinta-feira a favor da CPI, com o objetivo de pressionar os parlamentares a não retirarem o nome na lista.
A liderança do DEM vai divulgar ainda nesta terça-feira a lista dos 188 deputados e 35 senadores que apoiam a CPI. Pela manhã o número estimado de deputados era 192. Caiado explicou que existiam assinaturas repetidas por isso o número diminuiu.
A oposição não teme que a comissão seja engavetada como ocorreu no mês passado quando o governo convenceu deputados da base a retirar assinaturas. De acordo com Lorenzoni, pelo menos 40 deputados que assinaram pela abertura da CPI são aliados do governo.
- São 40 parlamentares da base, mas comprometidos com o agronegócio. Eles precisam decidir se querem emenda parlamentar hoje ou votos amanhã.
No Senado não há risco de retirada de assinaturas, afirma a oposição. A abertura da CPI deve ser lida amanhã, mas os parlamentares têm até o fim da quarta-feira para retirar o nome da lista. Mas a oposição vai usar a estratégia de divulgar o nome dos deputados e senadores contrários à comissão para constranger os colegas.
Os líderes do DEM já informaram hoje que três deputados que tinham retirado a assinatura na versão anterior do pedido voltaram a apoiar a CPI nessa nova lista. Os arrependidos são: José Linhares (PP-CE), Celso Maldaner (PMDB-SC) e Nelson Marquezeli (PTB-SP). Em relação à antiga lista de adesão à CPI mista, Lorenzoni informa que a oposição conseguiu conquistar 50 novos nomes na base de governo.
Se a CPI for criada, a oposição já planeja atuar em duas linhas de investigação. A primeira vai apurar repasses do governo federal para o MST e a segunda pretende avaliar porque o movimento recebe tanto dinheiro de entidades estrangeiras.
- Precisamos da CPI para pedir a quebra do sigilo bancário para entender como o MST está sendo alimentado.
Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7