27 de Maio de 2012
PF investigou executivos de construtora suspeitos de praticar crimes financeiros
Deflagrada pela Polícia Federal em março de 2009, a operação Castelo de Areia investigou supostos crimes financeiros praticados por executivos ligados à construtora Camargo Corrêa. Cumprindo dez mandados de prisão e 16 mandados de busca e apreensão, a PF vasculhou a sede da construtora no dia 25 de março do ano passado, prendendo quatro diretores e duas secretárias da construtora.
Há suspeitas de dinheiro enviado ilegalmente ao exterior, incluindo verba originária do superfaturamento de obras públicas. A PF e o Ministério Público investigam ainda o pagamento de propina a autoridades para conseguir benefícios em licitações e doações irregulares a campanhas políticas.
Três diretores da construtora chegaram a ser réus em ações penais, mas, no momento, todos os processos e investigações relacionados à operação estão suspensos por determinação do STJ (Superior Tribunal de Justiça). O presidente do tribunal, Cesar Asfor Rocha, considerou que as investigações e os processos tiveram como origem uma denúncia anônima, o que a Constituição proíbe.
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