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27 de Maio de 2012

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publicado em 01/03/2010 às 17h58: atualizado em: 05/04/2011 às 18h36

Saiba mais sobre a operação Castelo de Areia

PF investigou executivos de construtora suspeitos de praticar crimes financeiros

Do R7

Deflagrada pela Polícia Federal em março de 2009, a operação Castelo de Areia investigou supostos crimes financeiros praticados por executivos ligados à construtora Camargo Corrêa. Cumprindo dez mandados de prisão e 16 mandados de busca e apreensão, a PF vasculhou a sede da construtora no dia 25 de março do ano passado, prendendo quatro diretores e duas secretárias da construtora.

Há suspeitas de dinheiro enviado ilegalmente ao exterior, incluindo verba originária do superfaturamento de obras públicas. A PF e o Ministério Público investigam ainda o pagamento de propina a autoridades para conseguir benefícios em licitações e doações irregulares a campanhas políticas.

Três diretores da construtora chegaram a ser réus em ações penais, mas, no momento, todos os processos e investigações relacionados à operação estão suspensos por determinação do STJ (Superior Tribunal de Justiça). O presidente do tribunal, Cesar Asfor Rocha, considerou que as investigações e os processos tiveram como origem uma denúncia anônima, o que a Constituição proíbe.



A subprocuradora-geral da República Elizeta Ramos pediu que a Justiça reexaminasse a decisão, alegando que não há ilegalidade, e que houve investigações anteriores à denúncia anônima. Em julgamento da Sexta Turma da Corte, em março de 2011, o STJ decidiu anular todas as provas obtidas pela Polícia Federal na Operação Castelo de Areia que tinham sido obtidas a partir da quebra de sigilo telefônico dos investigados, comprometendo a continuidade das apurações.

A Camargo Corrêa nega as irregularidades. A construtora se diz “convicta da licitude de sua conduta” e que espera ter acesso a informações publicadas na imprensa para fazer sua defesa. Em várias ocasiões, advogados da empreiteira criticaram a divulgação de denúncias que são parte de processo judicial que corre em segredo de Justiça.

 

 

 
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