27 de Maio de 2012
Data de sua morte virou feriado em mais de 750 cidades do Brasil
Homenageado neste 20 de novembro, Zumbi dos Palmares foi o mais conhecido líder da resistência negra à escravidão no Brasil. O Quilombo dos Palmares, de qual Zumbi foi um dos líderes, foi criado por negros que fugiram de engenhos de açúcar da Zona da Mata nordestina, por volta de 1600. O quilombo foi estabelecido onde hoje é a cidade de União dos Palmares, em Alagoas. A comunidade chegou a ter mais de 30 mil pessoas.
Palmares não era formado apenas por negros, mas também por índios e brancos pobres. O grupo resistia às investidas militares de portugueses e holandeses que dominavam a região.
Zumbi nasceu, provavelmente, em 1655 e seria descendente de angolanos. Quando criança, foi raptado e entregue ao padre Antonio Melo. Batizado, tornou-se coroinha e aprendeu português e latim. Aos 15 anos, Zumbi teria fugido e voltado a Palmares. Cinco anos mais tarde, lutou contra os portugueses.
Em 1678, o governo de Pernambuco propôs anistia e liberdade aos quilombolas. Ganga Zumba – um dos líderes dos Palmares – concorda com a trégua. Zumbi, no entanto, é contra, afirmando que o regime de escravidão continuaria em alguns engenhos. Zumbi vence a disputa e, aos 25 anos, torna-se líder do quilombo.
Tropas paulistas foram arrasadas durante a tentativa de ataque feita em 1692. O quilombo só foi sitiado e derrotado em 1694, quando os portugueses invadiram o local. Ferido no conflito, Zumbi fugiu. Durante o ano, viveu na mata atacando aldeias portuguesas.
Localizado pelas tropas portuguesas em 1695, Zumbi é preso, morto e esquartejado. Sua cabeça é exposta publicamente em Olinda. Historiadores afirmam que um dos motivos para expor a cabeça de Zumbi publicamente era derrubar o mito que existia entre negros de que o líder quilombola era imortal.
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