12 de Fevereiro de 2012
Senado resiste a cumprir determinação do STF que mandou tirar o mandato de Expedito Junior e colocar suplente no lugar
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse nesta quinta-feira (5) que vai pedir ao presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Demóstenes Torres (DEM-GO), rapidez na análise da cassação do mandato do senador Expedito Junior (PSDB-RO), que foi determinada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e ainda não foi cumprida.
Sarney quer o processo concluído ainda esta semana, e não na semana que vem como foi anunciado. E disse também que a demora na cassação gerou desgaste político para o Senado.
A resistência do Senado provocou protestos de entidades de juízes e de juristas. A AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) divulgou nota na última quarta-feira criticando a posição do Senado e dizendo que estava "indignada" com o descumprimento da determinação e que o fato não tinha "precedente na história da democracia brasileira".
Também na última quarta, o presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), ministro Cesar Rocha, disse que é "incompreensível" a atitude do Senado em não cumprir a decisão do STF. Rocha, que participou de café da manhã com empresários do Lide (grupo de líderes empresariais) em São Paulo, diz ter a convicção de que, apesar da demora, a decisão da Justiça será cumprida.
Expedito Júnior já havia tido o mandato cassado pela Justiça Eleitoral em 2008. Recorreu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que manteve seu afastamento. Mas continuou na vaga porque o Senado se negou a empossar Acir Gurgacz até que o Supremo decidisse a questão, o que acabou acontecendo. No entanto, Expedito continua no cargo.
Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7