Divulgação/Julia ChequerOs pré-candidatos Rui Costa Pimenta, Plínio de Arruda Sampaio, Zé Maria e Ivan Pinheiro
27 de Maio de 2012
Pré-candidatos mobilizam a militância para combater polarização entre PT e PSDB
O PSTU concorre pela terceira vez ao Planalto com Zé Maria de Almeida. Conhecida pelo lema “contra burguês, vote 16”, a legenda defende a estatização de todos os recursos naturais do país.
- Nós temos um programa socialista, que aponta para mudanças profundas na estrutura econômica, social e política do país, a começar por colocar os recursos naturais, como terras, minérios, a água e a biodiversidade, sob o controle do Estado.
O pré-candidato do PSTU também vê como estratégico o controle do Estado sobre a indústria e o processo produtivo.
- [É preciso] controlar o processo de produção instalado no Brasil para que se produza aquilo que a população precisa, para que a riqueza produzida pelo trabalho possa garantir emprego para todos, salário digno e direitos, e não apenas lucros para os donos das empresas.
O fortalecimento do Estado é também um dos pontos cruciais das propostas de Ivan Pinheiro, do PCB. Ele fala em tornar a Petrobras 100% estatal e defende o fim da autonomia do Banco Central e a suspensão da política econômica de superávit primário, "herança do governo FHC [de Fernando Henrique Cardoso]".
No plano externo, o pré-candidato do PCB sugere a adesão do Brasil à Alba (Aliança Bolivariana para as Américas), bloco regional encabeçado pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e a retirada das tropas brasileiras do Haiti. Zé Maria, do PSTU, quer que o Brasil deixe de estar "subordinado aos interesses do capital financeiro internacional".
- Isso significa parar de pagar a dívida externa, romper os laços com o FMI [Fundo Monetário Internacional] e o Banco Mundial.
Ditadura eleitoral
Os quatro pré-candidatos se queixam do pouco espaço que terão de propaganda gratuita para conversar com o eleitor. Todos avaliam que o sistema é injusto, pois beneficia apenas os grandes partidos. Rui Costa Pimenta diz que o regime eleitoral é “oligárquico”.
- Se você não fizer parte da oligarquia de meia dúzia de partidos que estão no controle há décadas, não há a menor possibilidade de prosperar, qualquer que seja a sua política, mais moderada ou mais radical. É uma ditadura de meia dúzia de partidos.
O PSTU de Zé Maria vai tocar sua campanha apenas com doações de militantes e voluntários. O partido não aceitará contribuições de empresas.
- Isso implica compromissos com os financiadores. Vamos ter de compensar com ajuda voluntária.
Ivan Pinheiro, do PCB, também se queixa do pouco espaço dado pela imprensa aos partidos menores. Ele denuncia a existência de um “bloqueio midiático” e afirma que o processo eleitoral é um "reflexo" da desigual sociedade brasileira.
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