O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, disse nesta quarta-feira (19) que pretende criar o PASS (Programa de Aceleração da Saúde e da Segurança) se for eleito, fazendo uma alusão ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), principal programa de investimentos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Serra falou do PASS durante entrevista coletiva, após ser sabatinado na 13ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, que acontece hoje na capital federal. As presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) também participam do evento, que vai até quinta-feira (20).
O tucano foi questionado sobre seu plano de governo para as áreas de saúde e segurança.
- O Governo Federal precisa se concentrar na questão da segurança pública. Precisamos criar o PASS, o Programa de Aceleração da Saúde e da Segurança.
Serra também voltou a defender a criação de um ministério para a segurança pública.
- Temos que criar o Ministério da Segurança Pública. Já foram criados ministérios a granel, sou contra a criação de qualquer ministério. Mas o Ministério da Segurança Pública é necessário porque os assuntos de segurança têm que ser separados do Ministério da Justiça.
Sobre a saúde, Serra disse que o importante é melhorar a gestão. Segundo ele, a área é prejudicada pelo loteamento e pelo excesso de indicações políticas.
- Precisamos acabar com a demora que as pessoas enfrentam para marcar consultas. Precisamos melhorar a gestão. A agência de Saúde, por exemplo, foi loteada, com indicações políticas, politizaram as agências com gente despreparada para a gestão da saúde.
O pré-candidato do PSDB negou que irá acabar com o programa Bolsa Família. Ele se irritou com a pergunta, feita durante a coletiva.
- Isso é uma mentira total. Pelo contrário, vou fortalecer o Bolsa Família. O Bolsa Família englobou programas criados por mim, como o Bolsa Alimentação.
Serra também criticou o peso da carga tributária no país e defendeu que a votação do novo marco regulatório do pré-sal fique para depois das eleições.
- Carga tributária no Brasil, que já é muito alta, não vai subir mais, é a maior do mundo em desenvolvimento.
Quanto aos quatro projetos do petróleo do pré-sal, que aguardam votação no Senado, o tucano disse que não há pressa.
- Num ano como este, temos que deixar essa questão para ser examinada posteriormente.
Ele afirmou ser favorável à divisão das riquezas do pré-sal entre todos os entes da federação, sem "fechar as portas" a Estados e municípios produtores do Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Unidade
Durante o encontro, Serra conclamou os prefeitos a dar as mãos independente da camisa partidária.
- No Governo Federal, eu não vou ser presidente de um partido, do PSDB, vou ser presidente da nação brasileira.