27 de Maio de 2012
Pauta de julgamento do ano tem vários temas polêmicos
Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) voltam ao trabalho nesta quarta-feira (1°), dando início aos trabalhos do Judiciário em 2012. Na cerimônia de abertura dos trabalhos, o presidente do STF, ministro Cezar Peluso, negou que haja crise no Judiciário e exaltou o trabalho do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
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Este ano, o Supremo terá vários temas polêmicos para julgar, entre eles analisar se o CNJ tem poderes ou não para investigar e punir juízes suspeitos de desvio de conduta.
- Tenho ouvido que o poder Judiciário está em crise, [...] confesso que, alheio à visão catastrófica dos homens e das coisas, não é assim que vejo o país e o Judiciário.
Segundo Peluso, o CNJ tem papel decisivo na atuação do Judiciário. No ano passado, o presidente do STF sugeriu que a corregedoria do CNJ teria vazado dados sigilosos de magistrados.
- Por mais que chame atenção as tarefas fiscalizatórias, a atuação do CNJ como orientador da política nacional tem sido decisiva para o progresso do Judiciário.
Na abertura do ano do Judiciário, o presidente também ressaltou a confiança do brasileiro no trabalho dos juízes, segundo ele, refletida no aumento de processos nos últimos anos.
- O povo confia, pois, no Judiciário brasileiro. Se não confiasse, não recorreria ao Judiciário em escala tão grande. E há razão de sobra para confiar, pois temos o melhor judiciário que ja teve o país.
Com a presença dos presidentes da Câmara dos Deputados, Marco Maia, do Senado Federal, José Sarney, e do presidente da República em exercício, Michel Temer, Peluzo aproveitou para se despedir, já que este é seu último ano como ministro do STF. Em abril ele deixa a presidência e, em setembro, ao completar 70 anos, deixa a cadeira que ocupa no Supremo.
Quem o substituirá é Carlos Ayres Britto, que também ficará pouco tempo no comando. Já em novembro o ministro também se aposenta, cedendo o posto para Joaquim Barbosa.
Polêmicas
Além da discussão sobre a atuação do CNJ, o STF também vai encarar outros julgamentos polêmicos ao longo do ano. A maior e mais urgente questão a ser definida é a validade da lei da Ficha Limpa que, sancionada em 2010, ainda permanece cercada de dúvidas. Para saná-las, os ministros deverão julgar três ações que pedem análise sobre a validade e a constitucionalidade da lei.
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