27 de Maio de 2012
Eduardo Azeredo disse que teve sua assinatura falsificada no documento; até agora, apenas Joaquim Barbosa votou
O ministro José Antonio Dias Toffoli pediu vistas do processo que analisa se o STF (Supremo Tribunal Federal) aceita ou não a denúncia contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) por peculato [desvio de dinheiro ou bem público por agente público em função do cargo que ocupa] e lavagem de dinheiro. Toffoli seria o próximo ministro a apresentar o seu voto. Segundo Toffoli o pedido é para analisar o recibo de R$ 4,5 milhões citado pelo relator Joaquim Barbosa.
De acordo com Toffoli, esse documento, que teve a veracidade questionada pelo advogado de Azeredo, José Gerardo Grossi, seria o único documento material que comprovaria a participação do tucano no esquema.
O pedido de vistas de Toffoli foi apresentado logo após o ministro Joaquim Barbosa, relator do caso, comunicar que aceitava a denúncia da Procuradoria Geral da República contra Azeredo por lavagem de dinheiro. Ontem, quando a denúncia começou a ser analisada pelo STF, propôs a abertura de ação contra Azeredo pelo crime de peculato.
O senador, no entanto, questionou um recibo de R$ 4,5 milhões que faz parte do inquérito. De acordo com Azeredo, sua assinatura no recibo foi falsificada. A Polícia Civil de Minas Gerais investiga a denúncia sobre a falsificação.
Em 2007, Azeredo e outras 15 pessoas foram denunciadas pelo então procurador-geral da República Antonio Fernando Souza pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. Entre os acusados está o empresário Marcos Valério de Sousa.
De acordo com os fatos apresentados na denúncia, o mensalão mineiro se caracterizou por uma operação para desviar recursos públicos da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), Cemig (Companhia Enengética de Minas Gerais) e do Bemge (Banco do Estado de Minas Gerais) para beneficiar a campanha de Azeredo e Clésio Andrade, candidato e vice ao governo de Minas.
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