27 de Maio de 2012
Ex-ativista italiano foi condenado à prisão perpétua na Itália por assassinatos na década de 70 e ganhou refúgio no Brasil; ele nega participação nos crimes
O STF (Supremo Tribunal Federal) retomou na tarde desta quinta-feira (12) o julgamento do pedido de extradição do italiano Cesare Battisti. Ele foi condenado à prisão perpétua, na Itália, por quatro assassinatos cometidos na época em que era militante do grupo PAC (Proletários Armados pelo Comunismo), mas nega envolvimento nos crimes.
Battisti está preso preventivamente no Brasil desde março de 2007 e foi beneficiado com um refúgio concedido pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, em 13 de janeiro deste ano.
Em setembro o STF começou o julgamento do ex-militante. A sessão foi paralisada depois que o ministro Marco Aurélio Mello pediu vista - pedido para analisar o caso com mais tempo - do processo.
No momento do pedido de vista, quatro ministros haviam votado pela extradição de Battisti – Cezar Peluso, Ricardo Lewandowski, Ayres Britto e Ellen Gracie - e três haviam votado pela permanência do ex-ativista – Eros Grau, Joaquim Barbosa e Carmem Lúcia.
Durante a posse do ministro José Antônio Dias Toffoli, o ministro Gilmar Mendes disse que não sabia se o novo ministro votaria ou não no processo. Segundo Mendes, o caso ainda seria avaliado pela Corte.
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