8 de Fevereiro de 2012
O ministro Dias Toffoli abriu a sessão com seu voto após analisar melhor o caso
O STF (Supremo Tribunal Federal) retomou por volta das 15h10 desta quinta-feira (03) a análise da denúncia do mensalão mineiro, no qual a Procuradoria-Geral da República acusa o o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) de se beneficiar de dinheiro público desviado para sua campanha de reeleição ao governo de Minas Gerais, em 1998. O STF vai decidir se há indícios para abertura de processo.
O ministro José Antonio Dias Tóffoli, que pediu para analisar melhor a denúncia na sessão passada, no início de novembro, abriu o julgamento lendo o seu voto. Antes de o julgamento ser interrompido pela primeira vez, o ministro Joaquim Barbosa, relator do caso, propôs a abertura de ação penal contra Azeredo pelo crime de peculato e por lavagem de dinheiro.
Azeredo pode virar réu se a maioria dos ministros aceitar a denúncia. Caso a denúncia seja rejeitada, o processo será arquivado.
Em 2007, Azeredo e outras 15 pessoas foram denunciadas pelo então procurador-geral da República Antonio Fernando Souza pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. Entre os acusados está o empresário Marcos Valério de Sousa.
Na ação, é citada a suposta participação da empresa de publicidade do empresário Marcos Valério no esquema. A defesa do senador Eduardo Azeredo alegou que a denúncia da PGR é inepta porque não houve a exposição do fato criminoso nem as circunstâncias em que teria ocorrido.
O mensalão mineiro teria sido o embrião do esquema que ficou conhecido como mensalão em 2005, por meio do qual verbas públicas supostamente eram desviadas para a compra de apoio de parlamentares a matérias de interesse do governo no Congresso.
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