José Cruz/AbrO ministro da Justiça, Tarso Genro, tem 60 dias para decidir sobre o futuro do delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz
27 de Maio de 2012
Departamento jurídico do ministério da Justiça analisa processo da corregedoria da PF antes de definir demissão de delegado
Depois da conclusão de um dos processos administrativos que a corregedoria da PF move contra o delegado, o departamento jurídico do ministério vai avaliar os argumentos da Polícia Federal e encaminhar parecer para Genro. De acordo com a assessoria do ministério, é a primeira vez que Tarso Genro decidirá sobre o futuro de um delegado da PF. Mas é tradição no ministério seguir as orientações jurídicas dos consultores.
O ministro tem 60 dias para decidir, mas, se o trabalho do jurídico do ministério terminar antes, Tarso Genro fica livre para dar o aval sobre a permanência ou demissão de Protógenes. A assessoria do ministério informou ao R7, no entanto, que devido à complexidade do caso os juristas e o mininistro devem usar todo o prazo até decidir o destino do delegado.
O conteúdo do processo que levou Protógenes até a consultoria do Ministério da Justiça, no entanto, ainda não foi oficialmente revelado. Ontem, em encontro do PC do B, o delegado disse que foi demitido e mencionou que o processo administrativo foi aberto por acusação de participação em comício eleitoral realizado em Poços de Caldas (MG). As assessorias do ministério e da PF não confirmam.
O delegado reclama de perseguição política e alega que depois de prender o banqueiro Daniel Dantas, durante a Operação Satiagraha, virou alvo de represálias. Protógenes é acusado de utilizar métodos irregulares em suas investigações, como fazer grampos sem autorização judicial.Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
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