27 de Maio de 2012
Vice-presidente defendeu parceria com o setor privado nos aeroportos

O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), concordou nesta sexta-feira (10) com a avaliação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) de que as privatizações não devem ter viés ideológico. Na avaliação de Temer, é preciso que o setor público e privado trabalhem juntos para levar adiante os projetos nacionais.
- No Brasil, nós temos a mania de ideologizar temas que não podem ser ideologizados. É preciso verificar o que é melhor para o Brasil, de uma ou de outra forma.
O peemedebista participou hoje do anúncio de apoio do PSC à pré-candidatura do deputado federal Gabriel Chalita (PMDB-SP), à Prefeitura de São Paulo.
Michel Temer reconheceu que há uma leve diferença entre concessão e privatização, mas considerou que essa discussão não tem "muito significado".
- O que importa é que o resultado seja bom, através de concessão ou entrega definitiva para a iniciativa privada. É isso o que temos de fazer.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em vídeo divulgado na quarta-feira, defendeu o seu legado e as privatizações feitas em sua gestão, inclusive, mostrando que o modelo utilizado nas concessões dos aeroportos, pelo governo Dilma, foi o mesmo de sua administração. Portanto, a questão não deveria ser encarada com ideologia.
A cúpula nacional do PT divulgou ontem versão preliminar de resolução política na qual discorda da avaliação do ex-presidente tucano de que os leilões dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília, desmistificam o "demônio privatista". Esse mote, inclusive, serviu de munição para o PT contra o PSDB em algumas campanhas presidenciais. Na avaliação do presidente nacional do PT, Rui Falcão, o partido não confunde concessão com "privataria tucana", referindo-se ao modelo de privatizações adotado na administração de Fernando Henrique Cardoso no Palácio do Planalto.
Entusiasta
O vice-presidente participou nesta manhã do anúncio do apoio do PSC à pré-candidatura do deputado Gabriel Chalita, pelo PMDB, à Prefeitura de São Paulo. Temer voltou a reafirmar que o PMDB terá candidatura própria na disputa municipal, ainda que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja entusiasta de uma aliança entre PT e PMDB, em torno do pré-candidato Fernando Haddad (PT).
- Eu tenho dito ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o ideal é que a base aliada nacional tenha, na verdade, dois candidatos. E se for para o segundo turno, naturalmente poderá haver uma composição. Essa é a tendência natural.O peemedebista negou ainda que haja qualquer constrangimento em PT e PMDB não saírem juntos, pelo menos no primeiro turno, nas eleições paulistanas.
- Nós não podemos deixar as eleições locais causarem algum trauma na aliança nacional.
Em discurso no evento, Temer avaliou que as coligações são fundamentais para a governabilidade e elogiou a presidente Dilma Rousseff, a quem se referiu como uma "gestora fantástica" e de "competência extraordinária".
- O pré-candidato do PMDB, se for eleito prefeito de São Paulo, vai colaborar com o governo federal, assim como o governo federal vai contribuir com ele, em uma via de duas mãos.
Com apoio do PSC, o PMDB deve ganhar mais 40 segundos em cada edição de seu programa eleitoral de televisão. O partido, que conta com o maior palanque eletrônico da disputa, tem sozinho cerca de 4 minutos.
Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7