12 de Fevereiro de 2012
Ex-prefeito de São Paulo morreu na noite de ontem vítima de câncer
A trajetória do economista Celso Pitta, morto na última sexta-feira (20), foi marcada por diversos escândalos. Afilhado Paulo Maluf, ex-prefeito de São Paulo, chegou à Prefeitura da capital em 1997, mas quase não conseguiu concluir seu mandato por causa do escândalo dos precatórios [emissão de títulos públicos para pagar dívidas da administração].
Ele chegou a ser afastado por quase um mês e só voltou por ordem da Justiça. Quando deixou o cargo, 80% dos paulistanos consideraram sua administração ruim ou péssima.
Para eleger Pitta, que foi secretário de Finanças de São Paulo, Maluf chegou a prometer: “Votem no Pitta. Se ele não for um grande prefeito, nunca mais votem em mim”. Depois, rompeu com o afilhado e admitiu: “Eu errei”.
O ex-prefeito teve problemas na Justiça também fora dos escândalos políticos. Nicéia Pitta, sua ex-mulher, foi quem causou os maiores constrangimentos. Primeiro, por causa do escândalo dos precatórios, em 2000, e também pelo não pagamento de pensão alimentícia.Em 2006, a Justiça Federal o considerou culpado pelo escândalo dos precatórios, mas a ação ainda não acabou. O promotor responsável pela investigação do caso, Saad Mazlum, disse que, com a morte de Pitta, os herdeiros passam a responder pela acusação. Mazlum explicou que a denúncia é de que o dinheiro arrecadado com a emissão de títulos foi desviado para outros fins.
O último escândalo foi durante a Operação Satiagraha, da Polícia Federal, quando foi preso em casa ainda de pijamas. Beneficiado por um habeas corpus do STF (Supremo Tribunal Federal), Pitta saiu de cena.
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