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publicado em 14/01/2010 às 06h26:

Veja os prós e os contras de cada caça

Brasil vai comprar 36 aeronaves modernas para renovar frota da Força Aérea

Do R7

Em 2001, ainda no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o governo brasileiro deu início ao projeto FX-2, o objetivo era renovar a frota de caças do Brasil. Inicialmente cotada em R$ 2 bilhões, a renovação da frota pode custar até R$ 10 bilhões com a compra de 36 novos aviões de combate para a FAB (Força Aérea Brasileira). As empresas que concorrem para receber a bolada são a francesa Dassault, fabricante do caça Rafale, a norte-americana Boeing, fabricante do F-18 Super Hornet, e a sueca Saab, do Gripen NG.

Para a Aeronáutica, o preço é um dos principais fatores que devem ser considerados na escolha dos aviões, tanto o custo inicial quanto o custo de manutenção. A Saab chegou a anunciar que venderia ao Brasil dois caças pelo preço equivalente ao de um Rafale. Por ser mais leve que os outros e ter apenas uma turbina, o Gripen NG é mais barato. Mas ser monomotor é uma desvantagem, pois a potência do avião é menor.

Nas palavras do ministro da Defesa francês, Hervé Morin, o Rafale é equivalente a uma Ferrari enquanto o Gripen corresponde a um Volvo. Para ele, o Rafale é o “único avião multisessões do mundo, ou seja, o único que pode cumprir ao mesmo tempo missões
de defesa, de ataque e de reconhecimento”. Morin criticou ainda o fato de o caça sueco ainda estar em fase de desenvolvimento, afirmando que o “Gripen é um avião que não voa, que não existe e que ainda não saiu do papel”.

A caminho da França, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, afirmou que “o barato às vezes sai caro”, em clara referência ao fato de a FAB ter considerado o preço o fator mais importante.

Para o governo brasileiro, a principal questão a ser considerada no caso dos caças é a transferência de tecnologia. Desde o início, Lula disse que a aliança com a França era estratégica, pois grande parte da tecnologia envolvida na produção dos caças seria repassada ao Brasil. A Saab, do Gripen NG, reagiu, dizendo que, se escolhida, grande parte dos caças seria efetivamente fabricada em solo brasileiro, com o país tendo acesso a todo o processo. Já os Estados Unidos têm histórico desfavorável no quesito, segundo o ministro da Defesa, Nelson Jobim, pois barrou o acesso do Brasil à tecnologia em outras negociações.

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