27 de Maio de 2012
Inquérito aponta indícios de formação de quadrilha, crime eleitoral, corrupção passiva e ativa e fraude em licitações
Em depoimento ao Núcleo de Combate às Ações Criminosas do MPF (Ministério Público Federal), o ex-secretário de Relações Institucionais do GDF (Governo do Distrito Federal), Durval Barbosa Rodrigues, informou que possui 30 vídeos que incriminam o governador José Roberto Arruda (DEM), deputados, secretários e empresários que participavam de suposto esquema de propina. Os vídeos foram entregues ao Ministério Público e fazem parte da investigação da Operação Pandora, que nesta sexta-feira (27) cumpriu 29 mandados de busca e apreensão, incluindo buscas em gabinetes de integrantes do governo.
Cópia do inquérito 650-DF, a que o R7 teve acesso, traz declaração do secretário informando que apresentou à investigação vídeo em que Arruda pede "adiantamento" de R$ 50 mil para parar "saldar despesas pessoais". De acordo com o inquérito, as investigações apontam para a existência de uma quadrilha especializada em fraudar licitações, praticar corrupção ativa e passiva e crimes eleitorais.
“Todos os documentos noticiam ocorrência de infrações penais por diversos agentes, um dos quais seria o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda.”
O inquérito também apresenta acusação do secretário de Relações Institucionais sobre supostas reuniões de Arruda com grandes empresários às vésperas da eleição de 2006. Nesses encontros, Arruda teria prometido fatura mensal "nunca inferior a R$ 5 milhões" para empresários que dessem dinheiro para sua campanha.
Durante as buscas, a Polícia Federal apreendeu R$ 700 mil em escritórios e casas de investigados. A PF também apreendeu computadores, mídias, documentos, 30 mil dólares (R$ 52,5 mil) e 5 mil euros (R$13,9 mil).
O governo do DF divulgou uma nota mais cedo informando que não irá se pronunciar oficialmente sobre a investigação porque não teve acesso ao conteúdo, mas que o governo ajudará com qualquer informação que for solicitada.
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