Wilton Junrio/Agência EstadoFundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns está entre as vítimas do terremoto que atingiu o Haiti na terça
3 de Fevereiro de 2012

Fundadora da Pastoral da Criança chegou ao país no dia do terremoto para dar palestra
Zilda Arns chegou ao país no dia do terremoto para dar uma palestra nesta quarta-feira (13). Ela morreu depois de ser atingida na cabeça por escombros da igreja em que estava. Zilda Arns viajou ao país para dar uma palestra e já tinha terminado o discurso quando foi atingida na cabeça.
A assessoria do senador informou que ele embarcou em um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) junto com o ministro da Defesa, Nelson Jobim. O embaixador do Brasil no Haiti, Igor Kipman, também viaja ao país. O Brasil anunciou o envio de US$ 10 milhões (R$ 17,3 milhões) e 14 toneladas de alimentos aos afetados pelo terremoto.
Segundo a assessora da Pastoral da Criança, Zilda Arns estava no país para ajudar crianças carentes e divulgar os trabalhos da pastoral. Ela estava acompanhada da irmã Rosângela Altoé.Fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns era irmã de dom Paulo Evaristo Arns, Arcebispo Emérito de São Paulo. Os dois nasceram em Forquilhinha, em Santa Catarina. Dom Paulo Evaristo Arns afirmou hoje que a irmã teve "uma morte bonita".
O arcebispo soube da morte da irmã através de uma ligação do gabinete da Presidência da República e recebeu a notícia com serenidade. Arns apenas pediu um momento de recolhimento para meditar e logo mais deverá divulgar uma nota sobre o falecimento.
Em 2006, ela foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz junto com outras 999 mulheres de todo o mundo. Nascida em Santa Catarina, ela morava em Curitiba, Zilda criou cinco filhos com o marido, morto em 1978. Uma de suas filhas, Sílvia, morreu em 2003 em um acidente de carro. Ela era avó de dez netos.
Pelo menos quatro militares brasileiros morreram no terremoto que atingiu o país. O general de brigada Carlos Alberto Neiva Barcellos, chefe da comunicação social do Exército brasileiro, informou a morte do primeiro tenente Bruno Ribeiro Mário, do segundo sargento Davi Ramos de Lima, e dos soldados Antônio José Anacleto, e Tiago Detimermani. O Exército também confirmou cinco militares feridos.

O governo brasileiro também informou que a Embaixada do Brasil não ruiu, sofrendo apenas algumas rachaduras. Por precaução, os funcionários estão trabalhando no Centro Cultural do Brasil no Haiti, que não sofreu danos.
A estratégia da diplomacia brasileira agora para lidar com a crise é reforçar, ou seja levar mais pessoal, para a Embaixada na República Dominicana, país que divide a ilha de Hispaniola com o Haiti.
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