Operação Carne Fraca: Justiça determina bloqueio de até R$ 1 bilhão em contas de investigados

Força-tarefa investiga esquema de venda ilegal de carne adulterada e vencida

Do R7

Agentes da Polícia Federal cumpriram mandados nesta sexta-feira Newton Menezes/Futura Press/Estadão Conteúdo

A Justiça Federal no Paraná determinou o bloqueio de até R$ 1 bilhão em contas e bens de investigados na Operação Carne Fraca, deflagrada nesta sexta-feira (17).

"As medidas cautelares de caráter patrimonial previstas no Código de Processo Penal têm por finalidade primordial assegurar o ressarcimento do dano causado pela infração penal ao final do processo criminal. Visam também evitar que o autor do delito aufira qualquer tipo de lucro com a sua empreitada criminosa", diz o juiz federal Marcos Josegrei da Silva.

A megaoperação da Polícia Federal apura irregularidades em grandes frigoríficos brasileiros. As acusações envolvem desde venda de carne estragada até pagamento de propina a agentes públicos e lavagem de dinheiro.

Ao todo são mais de 80 investigados nessa fase. Porém, os bloqueios valem para 46 deles. 

O caso envolve duas das maiores empresas de carnes bovina, aves e suínos do mundo: a JBS (dona das marcas Friboi, Swift e Seara) e a BRF (Perdigão e Sadia). 

Outro lado

A JBS diz que três unidades (duas no Paraná e uma em Goiás) foram alvos da operação de hoje. Um veterinário da empresa, cedido ao Ministério da Agricultura também teve ordem judicial expedida contra ele.

"A JBS no Brasil e no mundo adota rigorosos padrões de qualidade, com sistemas, processos e controles que garantem a segurança alimentar e a qualidade de seus produtos. A companhia destaca ainda que possui diversas certificações emitidas por reconhecidas entidades em todo o mundo que comprovam as boas práticas adotadas na fabricação de seus produtos", diz a multinacional em nota.

Ainda no comunicado, a empresa afirma que "repudia veementemente qualquer adoção de práticas relacionadas à adulteração de produtos – seja na produção e/ou  comercialização -  e se mantém à disposição das autoridades com o melhor interesse em contribuir com o esclarecimento dos fatos".

A BRF informou por nota que "assegura a qualidade e a segurança de seus produtos e garante que não há nenhum risco para seus consumidores, seja no Brasil ou nos mais de 150 países em que atua". A companhia ainda declarou que está colaborando com as autoridades e que "possui rigorosos processos e controles e não compactua com práticas ilícitas".

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