Temer minimiza Carne Fraca e defende agronegócio brasileiro: “Avaliação sanitária é rigorosíssima”

Presidente falou após Europa e China suspender importação de carne de duas empresas

Do R7

Temer destacou que pequena parte das exportações de carne in natura receberam algum tipo de advertência dos compradores Beto Barata/20.03.2017/PR

O presidente da República, Michel Temer (PMDB), voltou a minimizar a Operação Carne Fraca da PF (Polícia Federal), nesta segunda-feira (20), e saiu em defesa novamente do agronegócio brasileiro. A ação, que ocorreu na última sexta-feira (17), impactou em cheio os principais frigoríficos brasileiros — como a JBS e a BRF por exemplo.

— Temos sistemas rigorosíssimos de avaliação sanitária no Brasil. Sabemos que quando o produto chega no país estrangeiro, há uma nova inspeção, para validar a inspeção feita aqui no Brasil. O agronegócio no Brasil é importantíssimo e não pode ser desvalorizado por um pequeno grupo.

A declaração foi feita durante evento na Amcham (Câmara Americana de Comércio Brasil-Estados Unidos) hoje de manhã, pouco depois de o Ministério da Agricultura confirmar que China e União Europeia anunciaram suspensão à importação de carne brasileira da BRF e da JBS.

Em nota, a BRF informou que não foi notificada sobre a suspensão das compras de carne da Coreia do Sul e da União Europeia.

O presidente ressaltou ainda que, das 184 mil partidas de carne in natura, apenas 184 receberam alguma observação burocrática em 2016. 

Mercado

As ações da BRF e da JBS lideram as quedas da Bovespa nesta segunda-feira. Por volta das 11h10, os papeis ordinários da BRF caiam 5,74% e valiam R$ 34,97. Já as ações ordinárias da JBS recuavam 2,43% e valiam R$ 10,46.

Leia a nota da BRF na íntegra:

"COMUNICADO IMPORTANTE

NOTA DE ESCLARECIMENTO

São Paulo, 20 de março de 2017 às 12h02: Diferentemente do que vem sendo noticiado, a BRF informa que não recebeu nenhuma notificação oficial das autoridades brasileiras ou estrangeiras a respeito da suspensão de suas fábricas por países com os quais mantém relações comerciais, incluindo Coreia do Sul e União Europeia."

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