A Beija-Flor encerrou neste domingo (15) a primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro fazendo uma homenagem à cidade de Brasília, que completa 50 anos em 2010. A escola não se limitou a falar sobre a arquitetura da cidade, nos prédios desenhados por Oscar Niemeyer, e foi buscar as origens da cidade até no Egito – a escola fez uma relação entre Brasília e Akhetaton, antiga capital egípcia.
Fotos: Madonna na Sapucaí
Fotos: famosos na Sapucaí
Fotos: musas na Sapucaí
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O escola usou oito carros alegóricos, distribuídos em 44 alas. O samba ficou por conta da voz do histórico intérprete Neguinho da beija-flor.
O destaque ficou por conta da comissão de frente, que abusou dos efeitos luminosos. Os 14 componentes precisaram de cerca de uma hora e meia para colar todos os brilhantes da fantasia no rosto. Na concentração, o carnavalesco Alexandre Louzada passou mal e precisou ser levado ao posto médico. Porém, ele se recuperou a tempo de desfilar.
Confiante na vitória, o intérprete Neguinho da Beija-Flor, lembrou que a escola sempre obteve bons resultados ao homenagear cidades e Estados e ressaltou que o enredo da escola abordaria apenas a Brasília cultural.
– Não estamos falando do centro político do País.
Além do resgate histórico, a escola fez uma homenagem aos homens responsáveis pela construção da cidade. Entre eles estão o arquiteto Oscar Niemeyer, o presidente Juscelino Kubitschek e os trabalhadores de diferentes regiões do país que foram para o Planalto Central erguer a nova cidade.
O grupo optou por deixar de lado os casos de corrupção. O presidente da escola, Farid Abraão David, engrossou coro, ao fazer questão de separar a história de Brasília retratada na Sapucaí dos recentes escândalos políticos.