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Publicado em 19/12/2012 às 17h30

“Calor” pode ter causado morte de casal que namorava no carro

Diogo e Verônica teriam deixado o motor e o ar-condicionado do veículo ligados, para baixar temperatura elevada, e acabaram envenenados com monóxido de carbono

Casal morto RJ 2Alessndro Costa/Ag. O Dia

Polícia investiga várias possibilidades; até Kit GNV do veículo passará por perícia

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Do R7

Uma noite de intenso calor pode ser o motivo da morte do jovem casal Diogo e Verônica, encontrado nesta quarta-feira (19) dentro do veículo do rapaz, estacionado na garagem de uma casa da família da moça, em São Gonçalo (RJ). Desaparecidos desde 13 de dezembro, o cabo da Marinha Diogo Moreira Quadro, 23 anos, e auxiliar de escritório Verônica Souza de Leão, 21 anos, estariam namorando no carro com o motor e o ar-condicionado ligados, devido ao forte calor que fazia na noite do óbito.

Com o veículo estacionado em ambiente fechado, o casal pode ter inalado doses elevadas do monóxido de carbono liberado pelo escapamento, sendo induzidos ao sono profundo, como explica o engenheiro Ricardo Bock, professor do curso de Engenharia Mecânica da FEI (Fundação Educacional Inaciana)

— O monóxido de carbono é inodoro. Então, a pessoa não percebe que está inalando o gás e é induzida à sonolência. Nesse caso, temos outro viés: os sistemas de ar-condicionado não trocam o ar constantemente, e o volume que sai de dióxido de carbono pelo escapamento é muito maior.

Casal morto RJ 1
Desaparecido desde 13 de dezembro, casal pretendia noivar no natal (Crédito: Reprodução/Facebook)

Pneumologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o Dr. Ciro Kirchenchtejn explica que o monóxido de carbono é um gás que tem afinidade química muito grande com a hemoglobina, substância que fica dentro do glóbulo vermelho e é responsável pelo transporte de oxigênio no organismo.

— Com inalação de monóxido de carbono, a hemoglobina transporta esse gás venenoso em vez do oxigênio, que acaba não indo para o cérebro e o coração.

A polícia, porém, segue investigando várias possibilidades. O delegado Wellington Vieira, da Divisão de Homicídios, que assumiu o caso nesta quarta-feira (19), disse que só o laudo cadavérico determinará a causa das mortes.

O Delegado disse também que será realizada uma perícia no veículo para verificar o sistema de refrigeração e a instalação do gás natural, muito comum no Rio de Janeiro. Uma das hipóteses cogitadas pelo delegado é de que teria vazado GNV. Wellington Vieira também informou que a falta de marcas de violência chamou a atenção. “Como os corpos estavam em estado avançado de decomposição, pode ser que algumas marcas não estivessem visíveis. Já pedi urgência na realização do laudo”, concluiu.