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Publicado em 30/12/2012 às 01h30

2012: ano foi generoso para a indústria automobilística e o consumidor brasileiro

IPI reduzido e isenção do imposto para carros 1.0 fez média diária de vendas subir 10% entre janeiro e novembro

Abre Balanço 2012Montagem/R7

Redução do IPI e sucessivas ameaças do fim do desconto favoreceram lançamentos

Veja os preços com Novo IPI

 
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O socorro prestado pelo governo à indústria automobilística fez de 2012 um ano muito positivo para as fabricantes de veículos. A redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e a eliminação do imposto para carros com motor 1.0 litro levaram a uma média diária de vendas 10% maior que a registrada no ano passado. Com isso, todos os recordes de vendas históricos foram derrubados: tanto os mensais (agosto registrou 405.627 unidades!) quanto os diários (foram 17.035 carros e comercias leves por dia em junho e 17.636 em agosto), fora as excepcionais vendas de dezembro. Nada mal para um setor que, ainda no primeiro semestre, já havia abandonado a estimativa de crescimento para o ano, que vai se encerrar, agora, com aumento de quase 10% nas vendas.

Animado com a possibilidade de comprar o "carro mais caro do mundo" com um bom desconto, o consumidor foi às compras e o sucesso da empreitada levou o governo a prorrogar o benefício, estendendo a redução do IPI até o fim de outubro e em seguida para o resto do ano.

Mas a renúncia fiscal do IPI sobre a venda de automóveis custou caro ao governo. Embora tenha reduzido o volume das remessas para as matrizes, a indústria automobilística continua sendo o setor industrial que mais manda lucro para fora. De janeiro a agosto as montadoras instaladas no Brasil remeteram para suas matrizes US$ 1,34 bilhão. No mesmo período do ano passado a remessa foi bem maior, US$ 4 bilhões, segundo o Banco Central.

A estratégia foi iniciada no ano passado, quando o governo reduziu o IPI. No total de 2011 e 2012 a renúncia fiscal atingiu R$ 5,5 bilhões, segundo o Ministério da Fazenda.

Valeu a pena?

A manutenção do emprego, moeda de troca exigida pelo governo para a redução do IPI, foi garantida: em setembro do ano passado as fábricas empregavam 145.101 trabalhadores e um ano depois o número até cresceu: 148.063.

Mas a redução do preço chegou até o consumidor ou ficou pelo meio do caminho?

Estudo AutoInforme/Molicar mostrou que o Preço de Verdade do carro zero, isto é, o preço realmente praticado, teve uma queda de 5,6% após o benefício do governo. A comparação foi feita entre os preços praticados em maio e em setembro.

Trata-se da média entre todos os carros novos vendidos no Brasil, incluídos portanto os carros mais potentes, com motor acima de 2.0 litros, que não foram beneficiados com a redução do imposto.

As montadoras baixaram o preço oficial do carro ("sugerido"), o que não significa que o preço praticado tenha caído na mesma proporção. Em muitos casos, o carro já estava sendo vendido com desconto, portanto, o preço praticado não caiu os 10%, mas menos. Mesmo assim, tem muito carro com desconto até maior do que os 10% previstos.

Nem todas as concessionárias repassaram o desconto integral ao consumidor, ficando com parte dele. Ao admitir tal prática, um distribuidor explicou que as concessionárias aproveitaram para "recompor os lucros":

— As concessionárias estavam trabalhando no sufoco, com uma margem de vendas muito apertada. Com o desconto do IPI elas puderam recompor essa margem.

O Preço de Verdade do carro zero vem caindo nos últimos anos, conforme estudo AutoInforme/Molicar. Em 2011 o preço médio dos carros e comerciais leves vendidos no Brasil caiu 0,14% e no primeiro semestre deste ano houve queda bem maior, de 3,76%.

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